Ministério da Saúde suspende compra da vacina Covaxin

Das Agências

Após polêmicas envolvendo o contrato para a compra da vacina indiana Covaxin, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu suspender a negociação, intermediada pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos. “Não é mais oportuno importar as vacinas neste momento”, disse o ministro em entrevista à CNN ontem (29). O imunizante virou alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado após o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) denunciar  superfaturamento nas negociações.

O contrato para a aquisição da vacina Covaxin foi assinado pelo Brasil em 25 de fevereiro, prevendo a importação de 20 milhões de doses do imunizante, desenvolvido pela indiana Bharat Biotech. O acordo prevê pagar R$ 1,6 bilhão. O valor por dose (US$ 15) é o mais caro dos seis imunizantes que o País comprou até agora. As doses nunca chegaram a ser enviadas ao Brasil, uma vez que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou seguidos pedidos de importação do imunizante, que não atendia aos critérios técnicos.

A  decisão do Ministério da Saúde ocorreu após um parecer da Controladoria-Geral da União (CGU) sugerindo a suspensão do contrato.

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