Aumento de 8,97% na conta de luz no Paraná entra em vigor na quinta-feira

Por Bem Paraná

A falta de chuvas que obriga o acionamento das usinas térmicas, mais caras, somada à variação do dólar e à alta da inflação, encareceram a energia em 9,89% no Paraná. O aumento para os consumidores residenciais, que representam 81% dos clientes da Companhia, foi menor, de 8,97%. Calculado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o reajuste foi anunciado nesta terça-feira (22), em Brasília, e passa a vigorar a partir do dia 24. Para os consumidores de alta tensão (industrial), o aumento aprovado foi de 9,57%.

Um dos principais motivos do aumento foi o acionamento de usinas térmicas, grande parte delas movidas a gás, que são mais caras e impactadas pela variação do dólar. Além disso, a Copel é obrigada a comprar parte da energia de Itaipu, que também é comercializada em dólar. A inflação foi outro fator que encareceu a conta de luz. Nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que é utilizado pela Aneel para determinar a tarifa, subiu 8,06%.

A falta de chuvas que assola o Sul e Sudeste do Brasil foi um dos principais fatores na composição do reajuste. Isso porque a maior parte da matriz de energia do Brasil é hidrelétrica, que utiliza a força das águas para gerar eletricidade. Em 2020 o Paraná viveu a pior seca desde 1931, quando foi iniciado o monitoramento do nível de chuvas.

Isenção para famílias carentes

As famílias de baixa renda que consomem até 120 kWh por mês continuam a fazer parte do programa Luz Fraterna e não precisam pagar a conta de luz. No Paraná, 370 mil clientes estão cadastrados na tarifa social e possuem descontos. Desse total de clientes, apenas em maio deste ano, 162,6 mil tiveram suas contas pagas pelo Governo do Estado – o número pode variar a cada mês, conforme o consumo dos clientes.

Em 2020, sob outro cenário macroeconômico, os clientes da Copel tiveram duas reduções na tarifa de energia: 0,95% para os clientes residenciais em junho e 3,8% médios na tarifa de energia para todas as classes de consumo. Esta última redução ocorreu porque a companhia venceu uma ação judicial que a desobrigou a continuar recolhendo PIS e Cofins sobre o ICMS que incide na tarifa de energia elétrica. A ação foi uma iniciativa da Copel, que buscou a defesa do direito dos seus clientes. A Companhia defendeu, no processo, que o ICMS não é receita da empresa, mas sim do Estado. Como o PIS e a Cofins são calculados sobre a receita da companhia, o ICMS não poderia estar nesta base de cálculo.

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