Alimentos estão mais caros e mercados culpam exportação

Óleo, leite e seus derivados, arroz e carne. Esses são alguns dos produtos que tiveram um aumento expressivo no seus preços. Enquanto consumidores culpam mercados, os estabelecimentos afirmam que é devido à exportação dos produtos primários e aumento dos preços por parte das indústrias. Além disso, o aumento do dólar também é citado por gerentes de mercados.

De acordo com o gerente do Paraná Supermercado, Rodrigo Nepomuceno, aumento do dólar e pandemia são fatores que causaram esse aumento. “O que está muitas vezes em falta é o básico, por causa da pandemia. O dólar também subiu, a demanda não conseguiu suprir e o que saiu foi exportado”, disse.

Segundo o gerente, o mercado não aumentou a margem de lucro durante o período mais crítico da pandemia, apenas se adequou aos preços de compra de indústrias. “Nossa margem de lucro é a mesma, não subimos. A gente apenas repassa e muitas vezes as pessoas não entendem e criticam os mercados. O óleo, por exemplo, a gente vendia a R$ 2,99 o litro. Mas como compramos mais caro o produto sai mais caro”, afirmou. O litro de óleo é vendido agora em torno de R$ 5, e ainda pode ser considerado um dos preços mais baixos da cidade.

Para Nepomuceno, a situação pode se complicar ainda mais. “Arroz ainda vai faltar, está mais caro e as pessoas que possuem não vendem, porque sabem que vai faltar. A demanda está muito alta. Tem pouco e o que tem é importado”, esclareceu.

“Para o mercado é muito ruim o aumento, gostaria de vender barato, gostamos de fazer o produto rodar, mas está difícil”, disse o gerente.

Conforme Nepomuceno, o supermercado busca fazer ofertas para não pesar tanto no bolso do cliente. “A gente procura pegar um produto fazer uma oferta. Hoje temos no óleo, no arroz, baixamos (o preço de) um produto de limpeza, um café, para que o consumidor não sinta muito no bolso”, afirmou. O gerente ainda reforça que os clientes tem optado por outras marcas que ofereçam preços mais acessíveis.

De acordo com o gerente do Supermercado Planalto, Wilson Aparecido Jacinto, nos últimos 30 dias os produtos tiveram aumentos de 30 a 70%. “O segmento inteiro teve aumento, arroz, feijão, o mercado inteiro. Desde uma carne, óleo, cerveja. E não deve ficar só nisso, ainda deve ter mais aumento”, disse. Apesar do aumento em grande parte dos produtos, no contexto geral as pessoas têm falado mais do aumento referente à cesta básica.

Para o gerente, os maiores envolvidos nesse aumento são os fornecedores da indústrias.

Segundo Jacinto, a margem de lucro trabalhada pelo mercado teve que passar por alterações. “Tivemos ate que recuar a margem para acompanhar a concorrência. Por exemplo, de 3% margem de lucro há dias atrás, hoje tenho que reduzir para 1%”, afirmou.

Consumidor

Para a psicoterapeuta, Elizete Magon, o que mais a impactou foram os preços do óleo e arroz. “O arroz que eu comprava, pagava R$ 19 e hoje o valor está em R$ 28. E o óleo, fui ao mercado e estava R$ 3,20, depois aumentou para R$ 4 e agora já chega aos R$ 5,90”, afirmou.

Mesmo com o aumento dos preços, Elizete ainda compra os mesmos produtos, mas agora busca estabelecimentos com preços mais em conta. “Tenho procurado consumir o que eu consumia mesmo, mas pesquiso valores. Hoje temos a facilidade do Whats App. Você consegue entrar online no mercado, pesquisa preço e depois vai buscar o produto. Não deixei de consumir o que gosto, mas tenho procurado”, explicou. “A carne eu compro em um açougue em São Tomé que é mais em conta e muito mais barato”, acrescentou Elizete.

De acordo com a do lar, Tânia Camargo, os produtos que pesaram mais em seu bolso foram o arroz, feijão, óleo e leite. “Devido ao aumento, a gente procura consumir menos, e o que da para trocar de marca, a gente troca. Opto por outra marca, uma mais barata, que de certo e que a gente goste também”, disse.

A servidora pública, Zilda Borges, se surpreendeu com os preços do arroz, óleo, mas achou que os itens do mercado estariam mais caros devido à pandemia. “O que tenho achado mais caro é o arroz, óleo, a carne subiu um pouco também, mas o resto está com um preço bom, com a pandemia achamos que estaria até pior”, afirmou.

Como forma de solução e para poupar um pouco dinheiro, a solução de Zilda foi trocar a marca o arroz. Para ela, as importações não deveriam interferir no preço pago pelo consumidor. “Tinha que dar um basta para não subir tanto”, concluiu.

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