Processo de terceirização do transporte escolar segue suspenso em Cianorte
A licitação aberta pela Prefeitura de Cianorte para terceirização do transporte escolar no distrito de São Lourenço está suspensa enquanto a Câmara de Vereadores aguarda novos esclarecimentos do Executivo. O processo, estimado em mais de R$ 2,2 milhões, passou a ser questionado por vereadores após apontamentos considerados contraditórios relacionados à quilometragem das rotas, disponibilidade de motoristas e custos de manutenção da frota.
O tema ganhou um novo desdobramento após o Legislativo receber a resposta da Prefeitura ao requerimento assinado por todos os vereadores. O documento foi encaminhado ao Executivo para solicitar explicações sobre diferentes pontos do processo licitatório e das justificativas apresentadas para a terceirização do serviço.
Segundo vereadores, algumas informações levantadas durante a análise geraram dúvidas e motivaram o pedido de suspensão do procedimento até que os esclarecimentos sejam apresentados de forma detalhada.
Durante manifestação sobre o assunto, o vereador Coronel Elias afirmou que a decisão ocorreu após a identificação de informações consideradas divergentes.
“Essas informações são conflitantes e pedimos a suspensão do processo licitatório para a Prefeitura informar. O processo está suspenso e agora aguardamos a resposta da Prefeitura”, afirmou o parlamentar.
Entre os principais pontos debatidos está a quilometragem das rotas escolares. De acordo com vereadores, a distância apresentada nos documentos do município não seria a mesma informada pelos motoristas que realizam os trajetos.
Segundo os relatos apresentados durante as discussões, os profissionais apontam que a quilometragem efetivamente percorrida seria inferior àquela prevista nos dados utilizados pela administração.
Outro questionamento envolve a justificativa adotada para a terceirização do transporte escolar. A Prefeitura teria indicado a falta de motoristas como uma das razões para a contratação de empresa terceirizada.
Por outro lado, integrantes da categoria afirmam que existem servidores que teriam sido deslocados para outras atividades e não estariam atuando diretamente no transporte escolar. A situação levantou questionamentos sobre possível desvio de função e passou a integrar os pedidos de esclarecimento.
As justificativas relacionadas aos custos de manutenção da frota também passaram a ser discutidas pelos parlamentares. A administração municipal argumenta que os gastos elevados com manutenção dos veículos fazem parte dos fatores considerados para adoção do novo modelo.
Entretanto, vereadores apontaram que o município também está em processo de aquisição de dez novos ônibus escolares, situação que ampliou os questionamentos sobre a necessidade da terceirização e os critérios utilizados para a decisão.
A discussão começou após a Prefeitura abrir licitação que prevê a terceirização do transporte escolar no município. O processo, registrado como Processo Administrativo nº 45/2026, foi aberto na modalidade pregão e prevê valor máximo de R$ 2.277.550,00.
O edital estabelece a contratação de empresa responsável pelo fornecimento de veículos, motoristas, monitores e demais insumos necessários para atendimento das rotas escolares definidas pela administração municipal.
Os vereadores pediram esclarecimentos sobre o planejamento para melhorias no transporte escolar, existência de projetos para aquisição de novos veículos e os custos envolvidos nessas medidas.
Os parlamentares também solicitaram informações sobre a viabilidade econômica da terceirização, além de detalhes relacionados ao destino dos motoristas concursados caso o novo modelo seja implantado. Outro pedido envolve dados sobre a frota atual e os custos de manutenção.
Com o envio das respostas pelo Executivo, a Câmara deverá continuar a análise do material antes de definir novos encaminhamentos. Enquanto isso, o processo licitatório permanece suspenso e segue sendo acompanhado pelo Legislativo.

