Secretaria do Meio Ambiente registra cinco princípios de incêndio no Cinturão Verde

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) registrou em 2020 cinco princípios de incêndios florestais de pequena monta nos meses de março, abril, junho e julho. Durante o ano todo de 2019, a secretaria registrou 15 princípios de incêndio e um registro de maior gravidade. Os meses de setembro e outubro concentraram o maior número de incidentes, tendo pelo menos cinco registros no mês.

De acordo com a bióloga Cristiane Roco, as causas dos incêndios, geralmente, são criminosas, mas o período de estiagem pode colaborar. “Tendo em vista que com o tempo seco a vegetação fica mais vulnerável às queimadas, ele pode acentuar o número de incidentes”, afirmou.

O incêndio de maior proporção registrado no Cinturão Verde ocorreu em 2019. Em setembro, foi registrado um incêndio, no módulo Mandhui, que destruiu 17 hectares. De acordo com Cristiane, o incêndio foi criminoso. Segundo ela, moradores vizinhos viram pessoas entrando no parque e após isso o fogo começou.

A bióloga reforça que a Lei n.º9.605/98 penaliza crimes cometidos contra a natureza. “Quem provoca incêndio está sujeito a pagar multas altas ou até mesmo ser preso, dependendo das consequências e seus atos. Por isso é dever de todos à conscientização”, reforçou.

O Cinturão Verde possui 423 hectares de fragmentos florestais de riquíssima biodiversidade e é a segunda maior reserva florestal urbana do país.

Biodiversidade

Conforme Cristiane Roco, o parque Cinturão Verde é um “verdadeiro laboratório de biodiversidade” e as queimadas pode colocar em risco a vida de animais e da flora.

No local há centenas de espécies de flora, dentre elas destacam-se as Canafístula; Peroba Rosa; Cedro; Ipê-roxo, rosa e branco; Pau-d'alho; Guaritá; Paineira; Louro-pardo; entre muitas outras.

Além disso, a relação dos animais e espécies é extensa. São mais de 30 espécies, como o gato-maracajá; cobras cascavel, coral e jararaca; cachorro do mato; gambá; ratão do banhado; araçari-castanho; gavião carijó; gato do mato; tatu bola e galinha; coruja buraqueira, orelhuda, suindara e do mato; tamanduá-mirim; entre outros.

Como prevenir os incêndios nas florestas

– Fazer a capina no em torno da floresta próximo a cerca criando um aceiro;
– Não queimar folhas e lixos, tendo em vista que residências vizinhas podem colocar em risco o parque;
– Plantio de árvores cercando a área evitando a entrada de pessoas no interior da floresta;
– Orientar as crianças quanto aos perigos do fogo, muitas crianças brincam com fogo sem saber o tamanho do perigo que pode causar um grande incêndio florestal;
– Não jogar lixo no entorno ou próximo às florestas;
– Ao avistar uma fumaça no interior da floresta avisar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Secretaria de Meio Ambiente 3631-6152.

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