Número de homicídios em 2020 já é igual ao total de casos de 2019

Durante o primeiro semestre de 2020, Cianorte registrou cinco casos de homicídio doloso, um deles feminicídio. Já no ano passado, durante os 12 meses, também foram registrados cinco ocorrências de crimes contra a vida. Já os casos de lesão corporal com resultado de morte, não houve registro nos últimos dois anos. Já o roubo com resultado de morte (latrocínio) teve um registro em 2019 e um em 2020, conforme dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Em toda a região, durante os seis primeiros meses deste ano, foram registrados 12 homicídios dolosos. Já em todo o ano de 2019, foram 24 ocorrências.

Tapejara foi o município que mais registrou casos de homicídio nos últimos anos. Em 2019, o município registrou nove ocorrências e em 2020, até julho, foram quatro. Terra Boa também apresentou um dos números mais altos, dois registros em 2020 e três no ano passado.

Já os casos de latrocínio, apenas Cianorte conta com uma ocorrência. E em 2019, Cianorte e Tuneiras do Oestes tiveram um caso cada uma.

Conforme a estatística da Sesp, nenhuma cidade da região registou casos de lesão corporal com resultado morte.

Polícia Militar

De acordo com o comandante da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar, major Elisvaldo Balbino, 2019 foi um dos anos com o menor índice de homicídios. “Devido à intensificação em relação ao tráfico de drogas foi um ano atípico. Só fomos ter um homicídio mais para o final do ano”, afirmou.

Conforme explica o comandante da PM, as ocorrências de homicídio tem muita relação com o tráfico de drogas. “Em virtude da disputa por regiões, a grande maioria dos homicídios relaciona-se a disputa entre traficantes ou dívidas relacionadas ao tráfico”, esclareceu.

“Reduz o tráfico, reduz o número de homicídio e, por isso, fomos a única unidade na região Noroeste em que não houve aumento no homicídio”, concluiu Balbino.

Polícia Civil

Segundo o delegado da Polícia Civil da comarca de Cianorte, Carlos Stecca, a PC trata com prioridade a investigação desses crimes contra vida. “Principalmente homicídios e feminicídios. E também de latrocínios, que apesar de não se enquadrarem no crime contra vida, e sim de patrimônio, também é prioridade da Polícia Civil”, esclareceu.

De acordo com as estatísticas da delegacia, no primeiro semestre deste ano, foi registrado um latrocínio em janeiro, dois homicídios e um feminicídio em fevereiro e mais um homicídio em março. Houve ainda uma morte violenta no mês de abril que ainda está em investigação. Em julho, ocorreu uma morte decorrente de confronto policial, na qual um homem foi alvejado por policiais militares e acabou falecendo dias depois no hospital. “Portanto, até o momento, considerando os números do ano passado, temos uma estabilidade no número de casos de homicídio em Cianorte”, disse o delegado.

Apesar da estabilidade, Stecca ainda explica que é possível considerar 2020 como um ano violento. “Tivemos um início do ano um pouco mais violento considerando o numero de homicídios, mas também foi assim no final do ano passado. Tivemos uma onda no começo de novembro, dezembro até o mês de março. Mas depois disso não tivemos mais ocorrências confirmadas em Cianorte”, disse o delegado.

Conforme Stecca, a população também pode colaborar na resolução dos crimes. “Podem nos ajudar com qualquer tipo de informação sobre autoria, motivação desses crimes de homicídio, que possam nos ajudar a elucidar de forma mais breve esses crimes. Quando mais cedo a polícia consegue desvendar os casos, mais provável é a prisão dos responsáveis”, reforçou o delegado. “Como costumamos dizer: não podemos deixar a cena do crime esfriar”, acrescentou. Por isso, as diligências e investigações são iniciadas de imediato.

O delegado ainda destacou que não é apenas em nível estadual, mas também nacional, que o número de mortes violentas e o numero de homicídios neste ano aumentou. “Em Cianorte conseguimos se não reduzir, deixamos no mesmo patamar”, afirmou.

De acordo com o delegado, a estabilidade nos casos é reflexo do empenho do trabalho exercido pelas forças de segurança do município. “É devido à Polícia Civil e Militar que enfrentam diariamente a criminalidade e atuam de forma muito dura, principalmente, contra o tráfico de drogas, resultando em várias prisões”, esclareceu Stecca.

Como disse o delegado, Cianorte possui hoje, em todo o estado, o maior número de prisões relacionadas ao tráfico de drogas, o que acaba refletindo na diminuição dos crimes conta a vida. “Sabemos que o trafico é a grande mola propulsora dos delitos contra a vida e patrimoniais e que combate a ocorrência do trafico é primordial para a manutenção dos níveis de segurança”, finalizou.

Número no Paraná

Conforme mostra o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020, divulgado na última segunda-feira, 19, no Paraná o número de homicídio dolosos aumentou em 20,83%. Em 2019 foram 869 ocorrências, já no primeiro semestre de 2020 foram 1.050.

Os números de latrocínio no estado nos primeiros seis meses deste ano chegam a 24 ocorrências. No ano passado foram 58 registros.

Com relação ao crime de lesão corporal seguida de morte, em 2019 foram 32 registros e neste ano 26.

Os feminicídios apresentam um número alto em 2020, foram 38 ocorrências contra 45 em todo o ano de 2019.

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