Falta de matéria-prima afeta serviços funerários em Cianorte

Da Redação

Nem mesmo um dos setores da economia que, teoricamente, deveria estar aquecido com a pandemia, conseguiu escapar à crise, e assim como outros negócios, sobrevive ligado aos aparelhos. É o caso do setor funerário, que ao contrário do que muitos possam imaginar também foi duramente afetado pela escassez de matéria-prima no mercado, mesmo havendo aumento na demanda por serviços e produtos oferecidos pelas funerárias.

A principal mudança que afetou as empresas desse ramo em Cianorte foi a subida dos preços dos insumos e o dificuldade na entrega do principal produto das funerárias: as urnas. Poucas empresas estão fabricando os caixões, e o aumento no custo de fabricação chegou a 30%.

“A maior dificuldade na nossa região é a matéria-prima. Não estávamos preparados para uma pandemia. Antes utilizávamos saco cadavérico apenas em casos de corpos encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), ou em estado de decomposição. Hoje, por medida de prevenção, são dois sacos em cada corpo, isso altera e encarece o valor e fornecimento dos produtos e serviços”, contou o proprietário da funerária Master Vida, Daniel Litrinta.

Os valores mudaram muito com o aumento de mortes. Para uma empresa que vendia o serviço funerário em Cianorte por R$ 4 mil, antes da pandemia, hoje não pode fornecer por menos de R$ 6 mil. Uma caixa de luvas que custava R$ 20, hoje está R$ 99. Além da matéria-prima para adornos funerários, como as flores que também, além de mais caras, estão em falta na região.

Em Cianorte, exceto o mês de março, não houve mudanças significativas no movimento das empresas funerárias, isso porque os números de mortes decorrentes de outras causas, além da Covid-19, diminuíram.

“Durante a pandemia o número de mortes por acidentes, homicídios, e cirurgias, reduziram. Mesmo com o número de mortes por Covid-19, a média mensal se manteve, e o movimento não sofreu muita alteração”, contou um administrador de uma empresa funerária de Cianorte.

Sepultamentos em março batem recorde

De acordo com assessoria da administração do Cemitério Municipal de Cianorte, durante dois meses houve um aumento significativo no número de sepultamentos no local. Em março de 2021, foram registrados 75 enterros, o número é recorde é um recorde em Cianorte. Além de março, abril contabilizou outros 55 sepultamentos. A média mensal de sepultamentos no cemitério local é de 45 enterros.

Em 2019 foram 481 sepultamentos, em 2020 durante todo o ano de pandemia, foram 493. Só em 2021, até o mês de abril, foram 236, quase a metade do que foi registrado em todo ano passado.

O mês de abril ainda representou uma alta no número de sepultamentos, comparado a média que é de 45 por mês. Abril registrou 55 sepultamentos, 20 a menos que o mês de março, pico da doença em Cianorte.

De acordo com a administração do Cemitério municipal, a pandemia não alterou o número de vendas de terrenos e gavetas no cemitério, já que muitas famílias compraram o espaço anteriormente e já tinham os locais reservados. Compra que não é mais permitida pela nova administração.

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