Cidades da Amenorte registram 1,9 mil nascimentos e 1,1 mil óbitos em 2020

Da Redação

Em 2020, o ano da pandemia, os municípios da região somaram 1.970 nascimentos e 1.143 óbitos. Em comparação com os últimos três anos, a natalidade teve uma queda significativa, ao passo que a mortalidade subiu, conforme dados do Portal da Transparência do Registro Civil. Dessa forma, a proporção entre óbitos e nascimentos também mudou: a 0,58 óbitos por nascimento, maior índice dos últimos quarto anos.

Enquanto, desde 2017, a região registrava mais de 2 mil nascimentos por ano, em 2020 o número não chegou à marca. Com relação aos óbitos, os números eram ficaram 1.014 (2017), 1.119 (2018) e 1.146 (2019). Em 2019, o número de óbitos teve três registos a mais do que em 2020, mas o índice de óbitos por nascimentos foi inferior, 0,54, pois foram registrados 2.142 nascimentos.

Apesar disso, nos últimos seis anos, 2016 foi o ano em que mais óbitos foram registrados (1.351). Foram 0,60 óbitos por nascimento (2.251 registos). 

Rodovias

Além das mortes naturais, um número que colaborou com os índices da região é o de acidentes nas rodovias registrados pela equipe da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) do posto de Cianorte, localizado na PR-323.

O ano em que ocorreram mais acidentes foi em 2016, quando 25 mortes foram registradas. Em 2015 e 2017, foram 15 e 13 mortes, respectivamente.

Nos anos de 2018 e 2019, a PRE registrou 20 e 17 mortes. Em 2020 o número caiu para 15 mortes.

O posto da PRE da PR-323 é responsável pela fiscalização de 202 quilômetros de rodovias que cortam a região, as rodovias PR-323, desde o Rio Ivaí até o Trevo de Mariluz; PR-082, trecho entre Terra Boa e Rondon; PR-567 até São Lourenço; PR-479 que vai para São Manoel do Paraná; PR-498 que vai do Rio Ivaí até a PR-082 em Japurá; PR-558 de Terra Boa ao entroncamento da PR-323 via Malú. 

Cianorte

Em Cianorte, o índice de óbitos por nascimentos em 2020 também foi o menor dos últimos quatro anos. Foram 0,53 óbitos por nascimentos. O município registrou 1.052 nascimentos e 562 mortes.

Em 2017, 2018 e 2019 o índice ficou entre 0,52 e 0,48.

Porém, em 2015 e 2016, o número de óbitos foi superior aos dos anos citados. 2016, com 714 mortes e 1.091 nascimentos, teve um índice de 0,65 óbitos por nascimento. Já 2015, com 647 mortes e 1.140 nascimentos, registrou 0,56 óbitos por nascimento.

2020 foi o que teve mais mortes  e menos nascimentos no Paraná

Entre 2015 e 2019, para cada cinco vidas que chegaram ao fim no Paraná, outras 11 tiveram início. No período, o estado registrou um total de 369.766 falecimentos e 804.104 nascimentos. Em 2020, porém, tudo mudou. No ano da pandemia, a natalidade no estado teve uma queda significativa, ao passo que a mortalidade subiu. Dessa forma, a proporção entre óbitos e nascimentos também mudou: para cada cinco mortes, foram apenas nove partos realizados.

Conforme dados do Portal da Transparência do Registro Civil, um site de livre acesso que reúne as informações de mais de 7,6 mil cartórios pelo país, no ano que passou o Paraná registrou um total de 78.001 mortes. Na comparação com 2019, quando 71.684 pessoas faleceram no estado, nota-se um aumento de 8,81%, bem acima das variações registradas em anos anteriores (sendo que em dois dos últimos cinco anos o número de óbitos chegou a cair em relação ao ano anterior).

Mais que isso: considerando-se tanto os dados do Portal da Transparência do Registro Civil como a pesquisa “Estatísticas do Registro Civil”, é possível afirmar que 2020 foi o ano com mais mortes na história recente do Paraná – a série histórica do IBGE teve início em 2003, enquanto o site dos cartórios traz informações a partir de 2015. Até então, o ano com maior número de óbitos havia sido 2016, com 76.904.

Já no que diz respeito aos nascimentos, no ano passado foram 145.248, com queda de 7,08% na comparação com o ano anterior, quando 156.308 vidas tiveram início no estado. Desde 2018, inclusive, o número de nascimentos já vem em queda no território paranaense. Mas em 2020, os números divulgados pelos cartórios de Registro Civil apontam um recorde para a série histórica do IBGE, superando os dados de 2007, que até então ocupava o posto de ano com menos nascimentos no Paraná, com 145.947.

Dessa forma, temos que 2020 foi não só o ano com o maior número de mortes no Paraná, mas também o ano com menos nascimentos na história do estado (considerando-se as séries históricas do IBGE e do Portal da Transparência do Registro Civil, ressalte-se).

(Com informações Bem Paraná)

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