Retomada das aulas presenciais ainda vai passar pelo crivo da Seed e Sesa

Da Redação

A assinatura do decreto 6.637 emitido pelo Governo do Estado no dia 20 de janeiro autorizar o retorno das aulas presenciais, é apenas um passo para o real retorno escolar. A Secretaria de Educação do Estado (Seed-PR) esclarece que este decreto é parte de todo o processo até a volta às aulas.

O decreto do dia 20 altera o conteúdo do artigo 8° do decreto 4.230, de 16 março de 2020, que não permitia as aulas presenciais no Paraná. O decreto é importante para autorizar as partes envolvidas a se organizarem quanto ao retorno das aulas presenciais.

O próximo passo para dar continuidade ao processo é uma discussão para elaboração da resolução que vai definir e normatizar o modelo a ser adotado pela Rede Estadual de Ensino. Além disso, conforme foi esclarecido pela Seed, todo o processo está condicionado à Secretaria da Saúde (Sesa), que precisa autorizar mediante o contexto da pandemia. A resolução é elaborada em acordo com a resolução 632/2020 da Sesa.

De acordo com o chefe do Núcleo Regional de Educação de Cianorte, Emerson Tolentino de Matos, o que há no momento é apenas um calendário de início, ainda falta a resolução as e informações sobre como será o retorno. “Com esse decreto temos a possibilidade do retorno dos alunos. Porém, respeitando a resolução da Sesa, que coloca uma serie de orientações e várias coisas que terão que ser pensadas e vistas pelas secretarias e escolas”, disse Matos. “O que temos hoje é o calendário de início das aulas no dia 18, mas não temos nada que nos oriente como é que se dará o retorno”, acrescentou.

Na semana que vem, entre quarta, 26, e sexta-feira, 29, segundo o chefe do NRE, os diretores da região e de todo o Estado, passarão por um momento de formação. ”Vai ser o seminário Foco na Aprendizagem, que vai o ponta pé inicial sobre o que a Seed pensa sobre o retorno das aulas”, disse.

“A Seed vai construir uma legislação que oriente as escolas em como vai se organizar, como se dará o retorno. E a Sesa é que vai dar o ‘start’, vai dizer onde vai poder efetivamente retomar as aulas”, disse Matos.

Portanto, para que as aulas presenciais retomem é necessário que, além do decreto que autoriza as aulas, seja feita uma legislação da Seed e uma liberação da Sesa. “Apesar do decreto do Governo permitir, ele está condicionado à liberação da Sesa. É ela que vai dar a cartada final”, concluiu o chefe do NRE de Cianorte.

As escolas que fazem parte da área de abrangência do NRE de Cianorte somam aproximadamente 14 mil alunos.

As 33 escolas que fazem parte da área de abrangência do NRE de Cianorte somam aproximadamente 15 mil alunos. O Cianorte Colégio Estadual é o que concentra o maior número de alunos, são quase mil estudantes.

Resolução da  SESA

Pelo decreto, as escolas e universidades terão que seguir uma resolução publicada pela Sesa em maio de 2020, com medidas para enfrentamento da pandemia.

Entre as recomendações da secretaria estão:

– Distanciamento de dois metros, com implantação de mecanismos que evitem aglomerações;

– Uso obrigatório de máscara;

– Proibição de uso de bebedouros que exigem aproximação da boca;

– Disposição de móveis, como carteiras, deve ser alterada para manter o distanciamento;

– Utilização de álcool em gel;

– Espaços de uso público devem ficar arejados;

– Ambientes devem passar por limpeza e desinfecção constantemente.

Educação investe 5,9 milhões em materiais de proteção para a volta para a volta às aulas

A Secretaria da Educação e do Esporte do Paraná investiu 5,96 milhões na compra de materiais de proteção para os mais de dois mil colégios da rede estadual, que se preparam para iniciar o ano letivo com segurança. Entre os itens adquiridos, estão 21,8 mil galões de 5 litros de álcool em gel, 25,1 mil galões de 5 litros de álcool líquido 70%, 6,9 mil termômetros, 31,7 mil dispensers e 16,3 mil macacões para equipes de limpeza. 95% das escolas tinham recebidos os itens até o dia 13 de janeiro.

Outros itens — como produtos de limpeza, luvas e botas para profissionais de limpeza e fitas adesivas para orientar o distanciamento em salas de aula e espaços comuns — são adquiridos pelas próprias escolas. Os recursos para essas compras vêm do fundo rotativo: verba liberada mensalmente para as escolas, destinada à aquisição de materiais e à execução de pequenos reparos.

Os diretores de cada escola têm liberdade para implementar medidas adicionais de segurança e ampliar os cuidados para prevenção da Covid-19.

Segundo o chefe do Núcleo Regional de Educação de Cianorte, Emerson Tolentino de Matos, o investimento feito pela secretaria pensando no retorno das aulas foi expressivo.  Muitas escolares que retomaram as aulas extracurriculares, que foram autorizadas no ano passado, passara por uma organização e recebimento desses materiais para receber os alunos das extracurriculares. “Algumas escoladas passaram por essa organização, de espaço, criação de comitê, distanciamento”, disse.

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