Cianorte é alvo de operação do Gaeco contra organização criminosa
O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na quinta-feira (6) a segunda fase da Operação Passiflora, que investiga uma organização criminosa armada envolvida com o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas de fogo. A ação contou com o cumprimento de sete mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão, entre eles em Cianorte, além de outras cidades do Paraná, Minas Gerais, Goiás e Bahia.
A operação é um desdobramento da prisão do líder do grupo, realizada em 2024. O investigado é suspeito de participação no assalto ao Banco Central de Fortaleza e já havia sido alvo de investigações relacionadas ao caso. Na ocasião de sua prisão, foram apreendidos seis celulares e documentos falsos utilizados para manter outra identidade.
A análise dos celulares apreendidos, autorizada judicialmente, revelou fortes indícios de que o investigado comandava uma organização criminosa complexa, com o auxílio de comparsas em diversos estados brasileiros. De acordo com o Gaeco, o grupo atuava no tráfico de grandes quantidades de entorpecentes, transportados em caixas de frutas, e também mantinha intensa negociação de armas de fogo, incluindo fuzis de alto calibre.
As investigações indicam ainda a ligação direta dos suspeitos com facções criminosas de alcance nacional, o que reforça o grau de periculosidade e estrutura da organização.
As medidas judiciais, expedidas pela 5ª Vara Criminal de Londrina (Autos 0057466-15.2025.8.16.0014), foram cumpridas nas cidades de Londrina, Piraquara e Cianorte (PR), Contagem e São Joaquim das Bicas (MG), Anápolis (GO) e Dom Basílio e Barreiras (BA). Os alvos desempenhavam funções estratégicas de logística, transporte, armazenamento e gerenciamento financeiro do grupo criminoso.
A Operação Passiflora é resultado de um trabalho integrado de inteligência e investigação entre o Gaeco de Londrina e a Agência Regional de Inteligência do 2º Comando Regional da Polícia Militar (PMPR). O cumprimento das medidas cautelares contou com o apoio dos Gaecos de Minas Gerais, Goiás e Bahia, além da Polícia Militar da Bahia.

