Registro de dengue quase zeram no primeiro quadrimestre de 2021

Da Redação

As estatísticas relacionadas ao mosquito Aedes Aegypti em Cianorte mostram uma retração considerável da presença do agente transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Além de diminuir consideravelmente o índice de infestação do mosquito, o número de casos de dengue na cidade teve uma queda que baixou os registros a patamares de um dígito.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, em um ano o número de ocorrência da doença baixou 99,8%. Conforme as estatísticas, entre janeiro e abril de 2020, Cianorte contabilizou 3, 9 mil casos da doença, um recorde desde que a doença começou a ser contabilizada.  Já no primeiro quadrimestre desse ano o número de vítima da doença foi de oito pessoas.

Igualmente baixo também são os números do segundo Levantamento de Índice Rápido Aedes aegypti (Liraa) de 2021, método utilizado para identificar a infestação predial do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, apresentou uma diminuição considerável em Cianorte.

De acordo com o boletim emitido pela Secretaria de Saúde, o munícipio apresenta hoje, 0,6%, de risco de infestação. Um percentual abaixo do que a Organização Mundial de Saúde preconiza que é de até 1%.

De acordo com a supervisora do Programa de Combate a Endemias, Vera Fusisawa, essa diminuição na disposição de exposição ao vírus está diretamente ligada ao tempo seco e as medidas usadas no ano passado para combater o mosquito.

“No ano de 2020 O tipo 2 da doença foi predominante, e a população ficou exposta. Os números só diminuíram após o uso do fumacê (estratégia utilizada para controlar as populações de mosquitos). Em 2020,  o ano epidemiológico terminou com aproximadamente 4.300 casos de dengue em Cianorte. Já em 2021, até o dia 20 de abril, são sete registros.”, explicou Vera.

No primeiro Liraa desse ano, realizado em janeiro, a Zona 8 de Cianorte era a região que mais preocupava os agentes. Já em seu segundo levantamento, a região com maior número de focos, é a Zona 3, mas não indica risco de surto.

No segundo Liraa do ano, que aconteceu do dia 12 ao dia 14 de abril, foram 1.558 imóveis visitados, e 09 focos positivos encontrados. No primeiro, foram vistoriados 1.542 imóveis e 35 focos encontrados.

Considerando o ano epidemiológico, que começou em agosto de 2020, até o momento, o município registrou 8 casos confirmados da doença, e  84 notificações do foco do mosquito transmissor da dengue. Em janeiro, período que bateu recorde em volume de chuva, com o maior índice registrado nos últimos 20 anos, em apenas um dia os agentes encontraram 25 focos do mosquito durante visitas de rotina aos imóveis.

De acordo com a Secretaria de Saúde, este ano já foi comprovada o tipo 1 da doença circulando no munício. Normalmente, o primeiro sintoma desse tipo de dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início repentino, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza e dor atrás dos olhos.

Outros municípios 

Desde o início do ano epidemiológico, o munício com maior número de casos confirmados, foi São Tomé, com 16 casos, seguido de Cianorte com 8 casos, e Japurá e Cidade Gaúcha, com 4 casos, cada.

Além de Cianorte, Tapejara foi o munícipio que registrou o maior número de notificações, 68. Seguido de São Tomé, com 44.

Prevenção 

As equipes de Vigilância estão trabalhando arduamente nas vistorias dos imóveis e prestando orientações. No último levantamento, os maiores depósitos de focos do mosquito foram encontrados em vasos e pratos de plantas, bebedouro de animais, ralos, vasos sanitários, tambores, e latas de tintas. Além desses locais, é necessária a atenção e limpeza de lonas e lixo acondicionado incorretamente, como garrafas, potes e latas.

“É preciso que as pessoas tenham o hábito de fiscalizar seus próprios imóveis e destinar corretamente o lixo gerado neles. Do contrário, as ações da Prefeitura não resolverão o problema. Temos que unir forças”, citou a secretária de Saúde, Rebeca Galacci.

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