Região tem mais de 10 mil notificações de dengue; Cianorte perto dos quatro mil casos confirmados

Os municípios da microrregião de Cianorte somam 10.307 mil notificações de dengue, um aumento de 526 notificados em uma semana. Já o número de casos confirmados aumentou em 401 novos registros, desde a última terça-feira, 2. Totalizando 7.881 confirmações, conforme o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), divulgado nesta terça-feira, 12.

De acordo com o levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde, Cianorte possui 3.990 casos positivos de dengue. Conforme os dados, até o momento, o mês de maio já apresentou 72 confirmações. O mês que mais apresentou casos confirmados foi março, com 1.979 casos positivos.

A faixa etária que mais apresenta casos confirmados é entre 20 a 34 anos. Foram1.051 casos registrados, seguido por 926 confirmações entre pessoas de 35 a 49 anos e 820 casos registrados na faixa entre 50 a 65 anos.

Segundo dados divulgados da secretaria, 57% dos casos registrados de dengue na Capital do Vestuário são de mulheres, contra 43% em homens.

A cidade ainda conta com três óbitos registrados: uma mulher de 50 anos, que faleceu no dia 18 de março; uma segunda mulher de 39 anos, que faleceu no dia 20 de março; e um homem de 74 anos, que faleceu no dia 10 de abril.

Conforme destacou a chefe da divisão de prevenção em saúde, Heloísa Dantas, a equipe da saúde do município trabalha constantemente para diminuir os números. “Nossos agentes de endemias estão diariamente fiscalizando os quintais, comércios e terrenos baldios, bem como prestando orientações para a população”, afirmou.

Segundo a chefe da divisão, desde o dia 30 de abril, a administração começou a receber a aplicação do inseticida Cielo, em Ultra Baixo Volume (UBV), conhecido como fumacê, pelo Governo do Estado. A nebulização do produto teve início pela Zona 2, seguindo para a Zona 1, área central, Cianortinho, e seguiu por outros bairros da cidade.

Heloísa ainda explicou que a população não deve achar que com a aplicação do inseticida o problema da dengue está resolvido, pois não é o que acontece. Apesar de colaborar com a o trabalho de prevenção, trata-se de uma medida que dura por um tempo curto. “O fumacê é uma medida de bloqueio, utilizada em casos emergenciais. Seu efeito dura por um curto período e depois não mata mais nenhum mosquito que por acaso vá sobrevoar o local. Para evitar o avanço da dengue é necessário que cada um faça sua parte, eliminando os possíveis criadouros”, disse a chefe da divisão.

Como afirmou Heloísa, é preciso que cada um exerça sua função, limpando quintais e colaborando administração. “É preciso tocar a consciência de cada um: a dengue é evitável e a ação de cada um é fundamental para impedirmos que mais pessoas adoeçam e morram”, acrescentou.

Com a chegada do inverno, os números de notificações e casos devem apresentar uma redução. “Como a nossa região tende a ser fria e seca, temos uma tendência à redução da proliferação do Aedes aegypti. Isto porque o mosquito não resiste a baixas temperaturas e, com a diminuição das chuvas, há menor oferta de criadouros”, esclareceu Heloísa.

Porém, ela ainda relata que a população não deve se descuidar. “O período do frio tem que ser visto como uma oportunidade de estar à frente na guerra contra o mosquito”, reforçou.

Dentre os principais sintomas da dengue, é possível destacar os clássicos como febre alta súbita, dor de cabeça, dor no corpo, manchas, dor atrás dos olhos, náuseas, tonturas, entre outros. “Caso alguém tenha estes sintomas, deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência. Em casos de emergência, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, concluiu a chefe da divisão de prevenção em saúde.

 

Paraná registra 10 mil novos casos

De acordo com o boletim semanal Sesa, há 167.707 casos confirmados da doença no Estado. São 10.289 novos casos em relação ao informe anterior, que registrava 157.418 confirmações. Mais dez mortes ocorreram por causa da dengue. Os óbitos aconteceram em fevereiro e abril e estavam em investigação. O Paraná acumula 132 óbitos desde julho do ano passado.

No Paraná, 228 municípios estão em situação de epidemia. Entraram para esta relação Apucarana, Congoinhas, Planalto, Jundiaí do Sul e Foz do Jordão. Todos apresentam taxa de incidência proporcional acima de 300 casos por 100 mil habitantes.

São 303.548 notificações para a dengue em todas as regiões do Estado.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, alerta que a dengue mata e que os números confirmam a gravidade da situação, inclusive com crianças entre os óbitos confirmados nesta semana.

Apesar do número expressivo de casos, a curva epidemiológica da dengue começa a mostrar tendência de queda.

De acordo com análise das quatro últimas semanas, essa tendência de redução pode ser avaliada em pelo menos 167 municípios. “Na maioria dessas cidades atuamos em parceria com as secretarias municipais de Saúde, realizando mutirões técnicos para eliminação dos criadouros, nos meses que aconteceram à pandemia do novo coronavírus”, explica a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

De acordo com ela, os números mostram que ainda existe um desafio muito grande pela frente e a cooperação de cada cidadão é fundamental.

Entre os dez óbitos confirmados nesta semana, dois são de crianças. Outro dado que chama a atenção e que cinco pessoas que morreram não apresentavam comorbidades associadas.

Dois óbitos foram município de Paranavaí, de duas mulheres, uma de 67, com cardiopatia associada, e outra de 58 anos, sem comorbidade.

As demais mortes aconteceram em: Foz do Iguaçu, homem, 53 anos, sem comorbidade; Cascavel, homem, 21 anos, sem comorbidade; Douradina, homem, 91 anos, sem comorbidade; Sarandi, mulher, 54 anos, com epilepsia associada; Toledo, mulher de 43 anos, que havia passado por cirurgia bariátrica há quatro anos; Tupassi, homem de 63 anos, com hipertensão; Assis Chateubriand, um menino de oito anos, sem comorbidade; e Maringá, menino de quatro anos que apresentava sequela neurológica.

(Com informações da Agência Estadual)

 

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