Região soma 14 casos de dengue no novo período sazonal 2020/21

O novo período sazonal da dengue de 2020/2021 começou no início de agosto e até o momento a região somou 14 casos da doença. Ao todo foram 29 notificações de dengue. Nenhum caso foi confirmado em Cianorte até o momento, apenas quatro notificações.

Conforme o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na última quarta-feira, 9, das 12 cidades da região sete possuem casos registrados de dengue.

São Tomé é o município com o maior número de casos, são quatro registros, o que gera uma incidência de casos (número de casos autóctones a cada 100.000 habitantes) de 70,26. Em seguida aparece Indianópolis com três casos e uma incidência de 67,43.

Guaporema e São Manoel do Paraná não registraram notificações ou casos confirmados até o momento.

Cianorte

O ano de 2020 foi o pior dos últimos 20 anos em todo o Estado com relação ao número de casos de dengue. E em Cianorte o cenário não foi diferente.

Apenas em 2020, o município registrou 4.235 casos de dengue, de acordo informações da Secretaria Municipal de Saúde. O pico da doença foi em março, quando foram confirmados 1.979 casos. O segundo pior ano com maior numero de casos de dengue foi 2019, com 852 casos.

O que fez com que o número de casos reduzisse expressivamente nos meses seguintes, foi uso do veneno nos carros fumacê em praticamente toda a cidade. Entre o final de abril e a última semana de maio, os carros de fumacê fecharam cinco ciclos de aplicação de veneno. “Com o fumacê que tivemos em maio, acabamos com os mosquitos adultos, criadouros foram eliminados, então não desovou, não cresceu mosquito adulto”, disse a supervisora da Vigilância Ambiental e Programa de Combate às Endemias, Vera Lúcia Fusisawa Craveiro.

Em julho, a Capital do Vestuário registrou apenas dois casos de dengue. Em agosto e até o momento de setembro não foram confirmados casos. “O tempo está muito seco então não temos achado criadouro. O pessoal tem trabalho e não tem achado foco”, explicou Vera.

Segundo Vera, a contaminação deve reduzir nos próximos meses, pois quem já foi contaminado pelo vírus da dengue de tipo dois não será mais suscetível. “Pensando em toda essa população imune, abaixa bastante os que estão suscetíveis. Não que o vírus não circula, ele vai circular, mas quem já pegou esse tipo não vai pegar novamente. É uma população a menos que não vai pegar de novo, a não ser que seja outro tipo (são quatro tipos diferentes)”, esclareceu a supervisora.

De acordo com Vera, uma preocupação dos órgãos de saúde é a chegada de novo vírus, como o Zica, chikungunya. “Com relação a esses vírus, toda a população é suscetível, basta um contaminado que começa a disseminar”, alertou.

Por isso, é necessário ter cuidado na hora de realizar a limpeza dentro das casas, cuidado com criadouros e possíveis focos. “Não é porque não tem dengue, tem não tem que cuidar. O mosquito não transmite muita coisa só”, reforçou Vera.

Conforme a supervisora, a equipe de agentes de combate á dengue não parou de trabalhar durante a pandemia. “Fizemos tudo o que foi necessário”, afirmou. O que mudou no trabalho dos funcionários é que devido ao coronavírus eles deixaram de entrar nas residências e prédios. O trabalho ficou focado nas áreas externas e nas orientações à população.

São 45 agentes de combate à dengue são responsáveis pela vistoria de 40.798 imóveis de Cianorte.

Segundo a supervisora é preciso que a população permaneça consciente e que ajude cuidando de sua residência e seu lixo. “Não jogar lixo nas ruas, pois vai tudo para as galerias, pode parar em algum lugar onde acumula lixo. A pessoa tem que jogar o lixo no lixo. Temos uma coleta no município muito boa com destinação pra tudo, tem destinação correta, pneu, lixo eletrônico”, disse. “As pessoas não se comprometem, não é só saúde humana que está em risco, é meio ambiente. Temos que cuidar”, concluiu.

LIRAa

O 2º Levantamento de Índice Rápido Aedes aegypti (LIRAa), realizado em Cianorte entre os dias de 8 a 11 de setembro revelou que o Índice de Infestação Predial (IIP) é de 0,1%, o que representa um baixo risco.

Segundo o levantamento foram pesquisados 1.541 imóveis e encontrados apenas um foco positivo, que foi um sapato velho.

Paraná

Na ultima semana, a Sesa confirmou 182 novos casos da doença.  Este é o terceiro informe do período epidemiológico 2020/2021 que começou no dia 26 de julho. O primeiro, divulgado em 11 de agosto, trouxe 79 casos confirmados e, o segundo, do dia 25 de agosto, apontou 191.

O total de casos confirmados no Estado neste novo período é de 373.

“Vivemos uma situação de risco duplo. Além da pandemia da Covid-19, o Estado segue alerta para os casos de dengue. As duas doenças são graves, podem levar à internação e ao óbito”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto. Segundo ele, para a dengue há uma medida preventiva eficaz que é a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da doença nos ambientes residenciais. “90% dos focos do mosquito estão nestes ambientes e por isso é preciso o apoio da população na remoção”, disse.

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