Maioria é favorável à vacina

Da Redação

A vacinação da contra o novo coronavírus gera discussões e muitos dividem opiniões, por isso, A TRIBUNA DE CIANORTE ouviu 11 leitores para saber a opinião de parte da população sobre a eficácia da vacina contra do coronavírus. 90,9% dos entrevistados ouvidos pela reportagem são favoráveis à vacina, e acreditam que, mesmo com uma eficácia abaixo de 100%, o medicamento vai colaborar com a saúde de toda a população.

Além disso, em uma enquete aberta ontem, 14, no site da TRIBUNA, aponta que 76% gostariam de ser os primeiros da fila quando a vacina estiver disponível, seja ela de qual laboratório for. Outros 16% afirmaram que tomarão a vacina, mas que vão esperar para ver o resultado em outras pessoas. Outros 5% não tomariam a vacina, uma porque têm medo e preferem esperar e apenas 3% dos que opinaram disseram que não vão tomar o medicamento porque não acreditam na eficácia das doses.

A aposentada Zita Barrim é uma das pessoas que vão optar por tomar a vacina assim que ela estiver disponível. “Eu acho que a vacina está bem encaminhada. Pelo o que vi em algumas reportagens em janeiro já devem começar no Paraná, e eu acredito nisso”, disse.

Zita ainda afirmou que apesar de acreditar na vacina, ainda tem um certo receio. “Ela foi (produzida) muito rápido, mas como a vacina está próxima eu vou tomar. E aconselho a todos tomarem”, afirmou.

O recém formado em agronomia, Guilherme Zampar, e a estudante do curso técnico em farmácia, Ana Júlia Dias, também vão optar pela imunização. Ambos acreditam que o país está bem encaminhado quanto ao início da vacinação.

“Esta é uma alternativa eficaz de uma prevenção contra a doença. Há muitas incertezas sobre a vacina, mas de qualquer forma é uma maneira de prevenção contra o vírus”, disse Zampar. O agrônomo ainda reforçou que não acredita completamente na eficácia da vacina, mas que é um norte para a prevenção e cura da doença.

“Mesmo não tendo 100% de eficácia, ela vai ajudar a diminuir o número de mortes e sintomas, o que já é um grande avanço para a população mundial”, disse Freire.

“Acho que se eles estão fazendo todo um estudo, uma pesquisa, é porque vai ser muito eficaz. Eles têm base para isso”, reforçou a engenheira.

O advogado Adão Lago também disse que tem interesse em tomar a vacina assim que disponível. “Eu acredito na eficácia da vacina. Não creio que os principais órgãos de saúde, não só do Brasil como no mundo, disponibilizariam para a população uma vacina que não tivesse uma eficácia comprovada”, afirmou.

 “Que venha o quanto antes”

O comandante da Polícia Estadual Rodoviária (PRE) do posto de Cianorte, o subtenente Sergio Dinardi, é um dos que querem tomar uma dose da vacina. “Eu quero a vacinação e acredito que a maioria quer para que gente se livre dessa doença. A expectativa é que ela venha o quanto antes para ficarmos imunes ao vírus”, afirmou.

Dinardi acredita que até o final do ano toda a população do país tenha tomado a segunda dose do medicamento.

Dificuldade para aceitar

O pastor e vereador de Cianorte Dejair Barbosa Melo já fez parte do Conselho de Saúde de Cianorte por alguns anos e entende a necessidade da vacinação. Segundo ele, parte da população tem dificuldade para aceitar a vacina. “Alguns têm medo e acha que não deveriam. A questão de ser eficaz, proceder, é uma questão médica, não cabe à população. Ficam na especulação, mas ou vacinamos ou perdemos amigos e parentes e nos colocamos em risco”, explicou.

“Eu sou totalmente a favor. Tenho 56 anos, não estou entre os prioritários, mas se estivesse seria o primeiro a estar na fila”, afirmou o pastor.

Educadores a favor da vacina

O professor universitário Vitor Lima acredita que a vacinação é o caminho para a retomada do ensino e de toda a sociedade. “Por ser parte do ensino presencial, a vontade de voltar logo à ativa, dar aulas, é muito grande. Então quanto mais pessoas forem imunizadas, mais rápido esse processo vai acontecer”, disse o professor.

Lima acredita que tanto no Brasil como em outros países, como Inglaterra e Estados Unidos, “estudiosos estão focados e se dedicando para que a eficácia da vacina seja a mais próxima do ideal possível”.

“Vejo como uma oportunidade da vida voltar ao novo normal, que o comércio volte a funcionar, que todas as atividades essenciais e não essenciais retomem da melhor volta possível”, acrescentou o professor.

Para Lima, a doença ainda mostrou que é necessário que as pessoas cuidem mais de sua saúde. “Mostrou como devemos melhorar nossos bons modos, nossa higiene pessoal, que foi muito negligenciada neste período”, concluiu.

A professora de língua portuguesa Zelita Martins, é a favor da vacinação, mas acredita que ela é tratada com descaso no Brasil. “No país a vacina está atrasada. Enquanto muitos países já vacinaram parte da população, aqui esse assunto é tratado com descaso. Não tem logística, não tem seringa, não tem prazo definido, ou seja, falta vontade política”, afirmou.

A professora ainda reforçou que não tem medo de tomar a vacina e que acredita na sua eficácia. “Pode ser qualquer uma delas. Se chegar ao meu grupo, pode ter certeza que serei uma das primeiras. Não vejo a hora”, finalizou.

Professores acreditam na retomada das atividades após a vacina
Foto: Reprodução

Movimento para controlar o mundo

Muitos dizem que a vacina contra à Covid-19, mesmo que não tenha uma eficácia de 100%, é necessária, mas há quem diga que ela faz parte de um movimento para controlar o mundo.

Uma professora de música e empresária de Cianorte, que não quis se identificar, disse que não quer tomar a vacina e que ela faz parte de uma ação de controle mundial. “Eu acho muito estranha essa movimentação que aconteceu no mundo em relação ao coronavírus. Eu acredito que foi algo criado com outras intenções, que existe um movimento de controle mundial, e acredito que a vacina é um segundo passo nessa organização”, explicou a professora.

De acordo com a professora e empresária, ela vai aguardar um tempo até que as informações sobre a vacina se solidifiquem. “Até vermos os resultados, eu não tenho intenção de tomar. Pretendo esperar pelo menos um ano para ver como as coisas vão caminhar”, afirmou.

Para a professora, a vacina vai ter uma eficácia, mas que é parte de um plano projetado com outros objetivos. “É claro que vai ter muita eficácia, não vão fazer algo que vá matar pessoas, se fosse assim daria uma semana e ninguém mais tomaria”, esclareceu.

A professora também disse não ter medo da Covid-19. “É uma situação que está aí, como a dengue e outras doenças. Se for olhar, a Covid é uma das coisas que menos matam no mundo”, disse. “Claro, que é uma coisa que nos assusta, mas acredito que faz parte de um movimento muito maior”, concluiu.

 

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