Cianorte segue sem confirmações de dengue no novo ciclo; região tem 19 casos

Desde o início do novo período sazonal da dengue, que começou na primeira semana de agosto, Cianorte ainda não teve positivações da doença. As notificações aumentaram na última semana, de quatro para 10, mas nenhum registro foi positivado. Com relação à região, os casos aumentaram em São Tomé, Tapejara e Terra Boa, nos últimos 15 dias.

No último informe epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), divulgado na terça-feira, 22, os casos de dengue confirmados chegaram a 19. Enquanto no boletim anterior, do dia 8 de setembro, os registros eram de 14.

Os municípios com registros são Indianópolis (3), Japurá (2), Rondon (1) e Tuneiras do Oeste (1). São Tomé (5) e Tapejara (2) registram um novo caso nos últimos dias. E Terra Boa (5) confirmou mais três registros nas últimas duas semanas.

Cianorte, Cidade Gaúcha, Guaporema, Jussara e São Manoel do Paraná ainda não registraram nenhuma positivação de dengue. Ao todo, a região conta com 45 notificações de dengue.

Desde agosto a Capital do Vestuário não teve confirmações de dengue. O último mês com registros da doença foi em julho, com duas positivações.

Segundo a supervisora da Vigilância Ambiental e Programa de Combate às Endemias, Vera Lúcia Fusisawa Craveiro, a contaminação deve seguir baixa nos próximos meses, pois quem já foi contaminado pelo vírus da dengue de tipo dois não será mais suscetível. “Pensando em toda essa população imune, reduz bastante o número dos que estão suscetíveis. Não que o vírus não circula, ele vai circular, mas quem já pegou esse tipo não vai pegar novamente. É uma população a menos que não vai pegar de novo, a não ser que seja outro tipo (são quatro tipos diferentes)”, esclareceu a supervisora.

De acordo com Vera, é preciso que a população permaneça consciente e que ajude cuidando de sua residência e seu lixo. “Não jogar lixo nas ruas, pois vai tudo para as galerias, pode parar em algum lugar onde acumula lixo. A pessoa tem que jogar o lixo no lixo. Temos uma coleta no município muito boa com destinação pra tudo”, disse. “As pessoas não se comprometem, não é só saúde humana que está em risco, é meio ambiente. Temos que cuidar”, concluiu.

Foram registrados 205 novos casos da doença nos últimos quinze dias e 93 municípios apresentam casos confirmados de dengue – 13 a mais que o boletim anterior, que trazia 80 cidades com confirmações.

Paraná tem primeiro óbito por dengue no período epidemiológico

O informe quinzenal da dengue divulgado nesta terça-feira, 22, pela Sesa soma 578 casos no período epidemiológico, que começou a ser monitorado em 26 de julho. Foi confirmado o primeiro óbito do período, que aconteceu em Apucarana, no Vale do Ivaí.

 “A dengue é fator de preocupação do Governo do Estado durante todo o ano. Nosso acompanhamento e orientações junto aos municípios são constantes, mesmo durante a pandemia do coronavírus”, afirmou o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

Segundo o secretário, a mudança de estação aumenta a preocupação dos gestores da Saúde e deve servir de alerta para a população. “Temos uma série histórica de monitoramento da dengue indicando que nas estações quentes existe o aumento da proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti. Calor e chuva são propícios para este aumento. Reiteramos a recomendação para que todos verifiquem locais que possam acumular água”, disse o secretário.

O Estado viveu a maior epidemia de dengue no período anterior, totalizando mais de 220 mil casos e 177 óbitos. “Agora, temos ainda o agravante da pandemia da Covid-19. A atenção de todos deve ser redobrada. Infecções pelas duas doenças podem ocorrer simultaneamente deixando a saúde das pessoas ainda mais debilitada”, afirmou Beto Preto.

O primeiro óbito confirmado do período está registrado no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e no SIM (Sistema de Informações de Mortalidade). Trata-se de uma mulher de 63 anos, portadora de cardiopatia e doença autoimune. O informe totaliza 3.468 notificações para a dengue em 229 municípios paranaenses.  Para a Chikungunya, são 14 notificações e para a Zika, duas.

 

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