Cianorte chega a marca de 100 mortes por Covid-19

A Covid-19 chegou ontem a uma marca que até uma no atrás poderia ser considerada algo difícil de ser atingido. No entanto, o que era distante está bem perto de todos com o registro da 100ª morte causada pelo coronavírus em Cianorte em pouco menos de 14 meses de pandemia. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, em apenas quatro dias foram nova mortes confirmadas pela Secretaria Municipal de Saúde, dois somente ontem.

A escalada da tragédia parece ter impulso, principalmente na completa falta de responsabilidade de quem continua se aglomerando, oferecendo risco para si e para os seus próprios parentes em casa. Não é raro perceber o movimento em bares e lanchonetes da cidade com pessoas se confraternizando em mesas e balcões ignorando o distanciamento social e o uso preventivo de máscaras.

O resultado disso são 5451 casos confirmados da doença , com 208 suspeitos sendo monitorados, e outros 20 cianortenses internados, a maioria absoluta em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de hospitais da cidade e de outras regiões. Na quarta-feira, 7, a vítima que não resistiu à letalidade da doença foi um homem de 63 anos e ontem, 8, uma mulher de 81 anos, também acabou morrendo, ambos internados no Fundhospar, a antiga Santa Casa de Cianorte.

Na região da 13ª Regional de Saúde, que abrange além de Cianorte, outro 11 municípios do Médio Noroeste do Paraná, a situação não é muito diferente. Conforme dados da Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) são 10,5 mil casos confirmados e 159 óbitos, sendo que todas as cidades registram mortes pela doença.

Foram outras 22 mortes em Tapejara, Tuneiras do Oeste (10), Japurá (7), Rondon (6), Jussara (4), Gauporema (4), Cidade Gaúcha (3), São Tomé (2), Indianópolis (2), e São Manoel do Paraná (1).

NÍVEL ALTÍSSIMO

Segundo dados apurados pelo consórcio de pesquisadores do Farol Covid, o Paraná retornou ontem ao nível alerta ‘altiíssimo’ para a Covid-19. A escala do Farol Covid registra quatro níveis de urgência, apresentados aqui em ordem, do menos grave para o mais grave: “novo normal”, “moderado”, “alto” e “altíssimo”.

Há exatamente um mês, o consórcio de pesquisadores havia apontado que o Paraná apresentava a maior taxa de novos casos da doença pandêmica em todo o país. Com a implantação de medidas restritivas mais severas para limitar a circulação de pessoas, o estado conseguiu colher alguns bons resultados nas últimas semanas, com redução na taxa de contágio (Rt) e na de novos casos, por exemplo, e há cerca de uma semana apresentava um nível de alerta “alto” para a pandemia, o segundo grau mais grave do Farol Covid.

Ontem, porém, com a atualização dos dados com as informações dos boletins divulgados ontem pelas secretarias municipais e estadual de Saúde, o Paraná perdeu o ‘privilégio’ de ser a única unidade da federação que não está com alerta máximo para a pandemia. E isso aconteceu depois da taxa de novos casos por 100 mil habitantes subir, em um dia, de 27,01 para 28,81, enquanto a média móvel de óbitos (também por 100 mil habitantes) passou de 1,45 para 1,75 – na quarta-feira, inclusive, o estado registrou mais 433 mortes pelo novo coronavírus, recorde em um único boletim até o momento.

Além disso, o número estimado de casos ativos (dado que considera também a subnotificação) no estado também cresceu, passando de 358 mil para 374 mil. Hoje, sete de cada dez casos da doença não são diagnosticados, ou seja, não entram nas estatísticas oficiais de contaminações.

Ainda ontem, os dados do Farol Covid apontavam que na maioria dos municípios paranaenses persistia uma situação crítica no enfrentamento da pandemia, com nível de alerta altíssimo. Não à toa, 349 das 399 cidades paranaenses, o equivalente a 87,5% do total, se encontram com alerta máximo para o avanço da doença.

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