Polícia prende mulher suspeita de ajudar foragido no caso Sttela e Letycia
A investigação sobre o desaparecimento de Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes ganhou um novo desdobramento. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu temporariamente uma mulher de 23 anos suspeita de prestar apoio financeiro a um homem investigado no caso. A prisão ocorreu na última sexta-feira, 15, em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, a mulher é ex-convivente de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido pelos apelidos “Sagaz” e “Dog Dog”. Ele é apontado como principal investigado pelo desaparecimento das duas jovens e está com prisão temporária decretada pela Justiça, sendo considerado foragido.
Além da ordem de prisão, equipes policiais cumpriram mandados de busca em três endereços ligados à suspeita na cidade paulista. Durante as diligências, um aparelho celular foi apreendido e será submetido à perícia.
De acordo com o delegado da Polícia Civil Luís Fernando Alves Silva, a prisão foi solicitada após o surgimento de elementos que apontariam apoio direto ao investigado. “A medida cautelar foi representada pela Polícia Civil e deferida pelo Poder Judiciário diante de indícios de que ela estaria prestando auxílio ao foragido”, afirmou o delegado.
As investigações indicam ainda que contas bancárias registradas em nome da mulher vinham sendo utilizadas pelo suspeito durante o período em que ele permaneceu foragido.
Um mês de desaparecimento
O desaparecimento de Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes mobiliza forças de segurança e familiares desde abril. Conforme informações divulgadas anteriormente pela Polícia Civil, as jovens teriam sido vistas pela última vez na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz durante uma festa realizada em uma boate de Paranavaí, na madrugada de 21 de abril.
As investigações apontam que, após esse encontro, as jovens deixaram de manter contato com familiares e pessoas próximas. Desde então, não houve registros considerados confiáveis sobre o paradeiro delas.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam de forma ininterrupta, com atuação conjunta entre equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar. Os trabalhos incluem cruzamento de informações, análises técnicas e coleta de novos elementos investigativos.
A corporação reforça o pedido de colaboração da população. Informações sobre o paradeiro das jovens, do investigado ou possíveis locais ligados ao caso podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, 181, do Disque-Denúncia, 190 da Polícia Militar ou pelo número (44) 3637-5300, da 21ª Subdivisão Policial de Cianorte.
O sigilo das informações é garantido.

