“Explosão de vendas de material escolar não vai acontecer”, dizem donos de papelarias

Da Redação

Depois de um ano praticamente sem aulas escolares presenciais, elas foram retomadas na primeira semana de fevereiro. Apesar de esperado pelas crianças, o retorno das aulas não foi como desejavam para os proprietários de papelarias e livrarias. Os comerciantes tiveram uma queda na venda de 30 a 40% no mês de janeiro, em comparação com o mesmo período do ano passado. “A explosão da venda de materiais escolares na volta às aulas não vai acontecer”, disse o proprietário da Livraria e Papelaria Kometa, Sergio Urbano.

Segundo o proprietário da loja, as vendas diminuíram também pelo fato de que os estudantes estão aproveitando materiais não usados do ano passado. “Com as aulas hibridas, parte na escola e outra em casa, diminui um pouco as vendas também. Além disso, devido à falta de aula, muita gente está aproveitando os materiais adquiridos no ano anterior”, explicou.

Para driblar a situação, a livraria tem trabalhado com divulgações nas redes sociais e descontos em loja. “Estamos trabalhando com divulgação nas redes sociais, um trabalho mais interno, para ver se movimenta um pouco”, disse Urbano.

“Colocamos mochilas com preços abaixo de custo, para ver se vendemos algumas que são modelos mais antigos, e acredito que em todos os lugares estão assim. E temos descontos em cadernos de até 20% na hora da compra”, contou Urbano.

Para equilibrar as vendas, Urbano disse que buscou trabalhar com o meio corporativo.

Fevereiro

Com o retorno das aulas estaduais e municipais na segunda quinzena de fevereiro, Urbano acredita que as vendas seguirão abaixo do esperado. “Nessa semana, deu uma aquecida, mas não é no mesmo embalo. A gente sempre prevê para fevereiro uma venda muito boa, mas deve ainda ficar em queda. A previsão não está muito satisfatória, acredito que vai ser uns 20% de queda em fevereiro”, afirmou.

Investimento

O proprietário da loja ainda contou que investiu em novos produtos entre agosto e setembro, pois a situação do Covid-19 parecia ter melhorado, “mas logo a segunda onda veio e atrapalhou os planos”, disse. “Mas as nossas compras também foram menores, não investimos muito com medo de alguma eventualidade”, acrescentou.

Novidades para chamar atenção

A proprietária da Alfa Livraria e Papelaria, Josenilde Barreto Apolonio, disse que mesmo com um movimento reduzido é necessário investir em novidades. “As novidades sempre são prioridade. Sempre buscamos ter algo diferente, a criança sempre quer comprar algo diferente, e isso é o que acaba alavancando as vendas”, afirmou.

De acordo com Josenilde, já era esperado uma queda nas vendas no início de 2021. “Essa semana seria muito movimentada na loja, todos na expectativa do retorno, mas devido à pandemia, a insegurança dos pais, e no do comércio tivemos cautela nas compras”, explicou.

Para colaborar com as vendas, todos os anos a loja faz promoções ao cliente, e neste ano não foi diferente. “Continuamos este ano na mesma tecla, com promoções e divulgações”, disse.

Pais reaproveitaram materiais do ano passado

Com tantos materiais pouco usados, ou até sem uso, alguns pais reutilizaram alguns itens, como cadernos, mochilas e estojos.

A advogada e mãe de dois meninos, um de 14 (estudante do 1º ano do Ensino Médio) e outro de 12 anos (8º  ano), Valdeia Soares, disse que conseguiu reaproveitar alguns itens dos filhos e precisou comprar outros. “Os materiais, como lápis, borracha, apontador, nós compramos. Mas estojo e mochila, eles já têm. Compramos uma marca boa e eles usam até acabar mesmo”, disse.

“Reaproveitamos cadernos e as coisas mais básicas compramos. E compramos porque eu insisti, usamos muitas coisas do ano passado, pois ainda estão em boas condições”, finalizou.

A empresária e professora de música, Polyana Demori, é mãe de duas meninas, uma de 13 anos (9º ano) e uma de 8 anos (4º ano). Segundo ela, diversos materiais também foram menos usados no ano de aula online. “Ano passado foi bem atípico e percebi que alguns materiais foram menos utilizados, principalmente os materiais de arte que não foram são solicitados. Esse tipo de material ficou bem conservado e deu pra aproveitar”, contou

Além disso, as meninas ainda conseguiram aproveitar alguns cadernos, pois a maioria das atividades era impressa. “Pelas aulas serem pelas plataformas, os professores mandavam atividades em folhas para gente imprimir e realizar as atividades, então elas usaram pouco os cadernos”, contou Polyana. “Alguns tinham apenas três ou quatro páginas usadas, então nós tiramos algumas e reutilizamos”, acrescentou.

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