Vereador preso acusado de pedofilia é condenado a quatro anos de prisão

O comerciante Claudemir Ramos, o Claudio da Padaria (PSC), 39, que também era vereador em Jussara, foi condenado a quatro anos e sete meses de prisão em regime fechado pelo crime de pedofilia. Ramos está preso desde o dia 12 de novembro de 2019, depois que a Polícia Civil descobriu que o vereador trocava mensagens com uma adolescente de 13 anos, da qual a família fazia parte do seu círculo de amizades.  Ele ficou algumas semanas detido na Cadeia Pública de Cianorte, mas depois foi transferido para uma penitenciária na Região Metropolitana de Curitiba onde permanece preso.

Na época da prisão, a polícia encontrou em seu celular imagens com teor pornográfico de adolescentes, além de descobrir que ele participava de um grupo de aplicativo de mensagens que compartilhava conversas, vídeos e fotos de crianças e adolescentes em cenas eróticas.

Preso por força de um mandado de prisão expedido pela Justiça, Ramos chegou a confirmar em depoimento a troca de mensagens, mas negou que teve contato físico com a vítima. A informação também foi sustentada pela adolescente, quando foi ouvida pela polícia.

O delegado-adjunto da 21ª Subdivisão Policial de Cianorte, Carlos Gabriel Stecca, responsável pelas investigações, revelou depois da prisão, que Cláudio Ramos se passava por um adolescente de 16 anos, que vivia em outro estado para poder ganhar a confiança da vítima.

Perda de mandato

Claudio Ramos, o Claudio da Padaria também não é mais vereador em Jussara. Um decreto legislativo publicado no dia 28 de julho e assinado pelo presidente da Câmara de Vereadores de Jussara, Jeruel Panizio decretou a perda do mandato do político por falta nas sessões legislativas.

De acordo com a direção da Câmara de Jussara, como está preso desde novembro, o vereador deixou de comparecer a um terço das sessões da casa, o que, de acordo com o Regimento Interno do Legislativo acarreta a perda do mandato.

Mesmo longe da sessões desde sua prisão, Ramos continuou recebendo seus subsídios de vereador por força de um mandando de segurança ingressado no Tribunal de Justiça do Paraná por seus advogados e atendido pela corte. Foram R$ 4.45 mil que continuaram a entrar a cada mês na conta bancária de Ramos, incluindo o mês de julho. 

Mesmo assim, a Câmara convocou o primeiro suplente na coligação que elegeu Ramos em 2016. Porém, o suplente Alécio Ferreira Brito (PSD) só foi empossado oficialmente no cargo no dia 19 de maio.

Vai recorrer

Procurado pela reportagem, o advogado de Claudemir Ramos, Pedro Eduardo Cortez Gameiro informou que já recorreu das duas decisões no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Além de recorrer da sentença que condenou o agora ex-vereador, Cortez também ingressou com mais uma mandado de segurança para derrubar os efeitos do decreto que confirmaram a perda do mandato de Claudio da Padaria e interromperam o pagamento dos subsídios ao vereador.

Pedro Gameiro não quis dar detalhes das alegações que apresentou ao recorrer da sentença ao alegar que todo o processo que envolve o caso corre sob segredo de Justiça.

A reportagem também procurou a família da adolescente vítima do assédio do agora ex-vereador, mas nenhuma das pessoas contatas quis se manifestar. 

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