Tempo de espera na Caixa para receber auxílio é de, no mínimo, quatro horas

A busca pelo auxílio emergencial tem causado filas em frente à agência da Caixa Econômica Federal na avenida Maranhão. O tempo de espera das filas é de, no mínimo, quatro horas, mas algumas pessoas já informaram que aguardaram quase oito horas para serem atendidos. Nesta quinta-feira, 30, a aglomeração de pessoas era enorme e saia da agência da Caixa até próximo a Avenida Brasil, gerando, uma fila de aproximadamente 200 metros de extensão.

A instabilidade do aplicativo da Caixa, devido ao grande número de acessos, também fez com que o número de pessoas na fila aumentasse.  “90% das pessoas que estão na fila são porque não conseguiram acessar pelo aplicativo. Se ele estivesse rodando, o pessoal não precisaria vir pra agência. O compromisso é que para o próximo calendário de saque o aplicativo esteja funcionando”, esclareceu o funcionário da agência. 

O operador de máquina de bordados, Alison Novais da Silva, de 32 anos está desempregado e informou que tentou usar o aplicativo e não teve resultado. “Tentei pelo aplicativo, mas não deu certo, hoje o meu dinheiro foi liberado devido ao mês de aniversário. Já está na conta digital, com documento posso sacar”, contou. 

A diarista Lourdes Aparecida da Silva, de 52 anos está desempregada e foi até a agência para sacar o seu dinheiro. Segundo ela, o aplicativo não colaborou com o seu acesso. “Minha filha tentou várias vezes pelo aplicativo e não conseguiu, hoje é o prazo para o saque”, afirmou.

Rosa Maria Silvério Carmona, de 66, também é diarista e está desempregada. Conforme Rosa, ela está com dengue, mas teve que comparecer a agência por não conseguir usar o aplicativo disponibilizado pela Caixa.

Conforme Marinalva de Almeida de 52 anos, ela é diarista e está fazendo apenas uma faxina na semana, pois foi dispensada das outras atividades.  De acordo com Marinalva, ela foi até a Caixa para sacar sua primeira parcela. Ela faz parte do Bolsa Família.

A diarista ainda ressaltou que o pessoal não tem respeitado as recomendações da fila. “Eles se distanciam e respeitam apenas em frente a Caixa, pois lá tem um guarda que orienta as pessoas. Mas o povo não respeita. Não pensam muito nisso”, concluiu.

Para conseguir atender toda a demanda que aguarda na parte externa da agência, a Caixa entrega senhas às pessoas que estão aguardando naquele momento, para que todos sejam atendidos. A medida acontece todos os dias.

O benefício financeiro destinado é aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados de famílias em situação de vulnerabilidade, distribuído pela Governo Federal durante o enfrentamento da pandemia coronavírus.

Em números atualizados até esta quinta-feira, 30, por volta das 14h, em todo o país já foram realizados 49,7 milhões de cadastros; foram feitos 70,4 milhões de downloads ao aplicativo Auxílio Emergencial; 68,9 milhões de downloads ao aplicativo Caixa Tem. Além disso, 50 milhões de pessoas já foram beneficiadas e R$35,5 bilhões foram creditados.

Espaçamento nas filas

Devido o grande número de pessoas na fila da agência, o espaçamento entre pessoas, obrigatório durante a pandemia, acaba sendo deixado de lado.

Para tentar controlar o afastamento entre pessoas, a Caixa conta com demarcações no chão, para que as pessoas fiquem distantes umas das outras. Conforme afirmou um dos membros da equipe do banco, “temos quatro pessoas aqui fora, dois vigilantes e dois funcionários. Cobramos máscara de todo mundo e orientamos para que fiquem no X demarcado no chão. A gente auxilia na nossa calçada”, explicou.

A partir da agência, as pessoas começam o tumulto e a fila fica desordenada. “Não temos como controlar toda a fila. Mas buscamos passar dando a orientação”, esclareceu o segurança do local.

Apesar das filas, os cuidados relacionados à quantidade de pessoas dentro da agências, distanciamento de cadeiras e organização na área da Caixa são tomados.

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