Ricardo Barros volta a ser cotado para substituir Pazuello

Das Agências

Líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, o deputado paranaense Ricardo Barros (PP) voltou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde, em substituição ao general Eduardo Pazuello. Segundo reportagem de quarta-feira, 30, do Uol, o governo aguarda apenas o início da vacinação contra o coronavírus para substituir o general. Barros já ocupou o mesmo cargo no governo Michel Temer.

De acordo com a reportagem, Pazuello é alvo de críticas de assessores do próprio presidente Jair Bolsonaro, por ter apostado em uma só vacina contra o Covid-19, e por episódios como os quase 7 milhões de testes para diagnóstico do coronavírus próximos ao vencimento guardados em um galpão em Guarulhos (SP), o das 20 milhões de máscaras cirúrgicas adquiridas pelo governo em março — das quais apenas 3 milhões tinham chegado ao seu destino até setembro, segundo o Tribunal de Contas da União.

Além disso, o general teria sido atrapalhado por Bolsonaro ao ser desautorizado pelo presidente e obrigado a recuar no acordo de compra da Coronavac. Outro problema ocorreu no pregão eletrônico para compra de agulhas e seringas. Das 331 milhões unidades necessárias, o governo conseguiu comprar até agora apenas 7,9 milhões.

Segundo os críticos internos do ministro, o motivo seria erro de cálculo, já que alguns dos preços estimados pelo ministério chegaram a ficar 70% abaixo do mínimo pedido pelos fabricantes. Depois de ter sido desautorizado por Bolsonaro na compra da Coronavac, Pazuello afirmou :”senhores, é simples assim: um manda e outro obedece”.

O vergonhoso caso das seringas mostra que o hoje quase ex-ministro errou muito e errou feio, mas não foi só por obedecer demais.

 

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