Celebrações religiosas seguem com medidas restritivas

O Governo do Estado atualizou o decreto 4.388/2020, emitido na segunda-feira, 30, e acrescentou que as atividades religiosas de qualquer natureza estão permitidas, desde que sejam realizadas por meio de aconselhamento individual, a fim de evitar aglomerações.

A administração do estado ainda aconselha que as reuniões coletivas sejam substituídas por vídeo conferências.

Igreja Evangélica

De acordo com o pastor da Comunidade Evangélica de Cianorte, Maurício Kenji Uehara, a sua igreja realiza seus cultos de forma online por meio da página da Comunidade no Facebook. As reuniões com lideranças também acontecem de maneira.

“Usamos um aplicativo de conferencias para reuniões e mantemos os cultos online, com os jovens aos sábados, às 20h; cultos de estudos aos domingos de manha e segunda, às 20h; e as celebrações para todos nos domingos, às 19h”, contou o pastor.

As células foram encerradas por determinação dos Órgãos de Saúde. Segundo Uehara, as determinações devem seguir durante todo o mês de abril.

Conforme relatou o pastou, reuniões com ate 20 pessoas passaram a ser permitidas, mas na sua visão também podem colaborar com a proliferação do vírus. “Eu tenho aconselhado e sugerido os pastores a fazerem as lives e não as reuniões de 20 pessoas. Acredito que se o vírus se propaga por meio do contagio do relacionamento pessoal, 20 pessoas também podem trazer riscos”, alertou.

Igreja Católica

As missas das igrejas católicas continuam suspensas, mas as transmissões online seguem disponíveis aos religiosos. As transmissões acontecem todos os dias, inclusive durante o fim de semana.

Para fazer com que os fieis continuem interagindo com a igreja, o Santuário Eucarístico Diocesano – Paróquia Nossa Senhora de Fátima criou um confessionário ao ar livre para atender seus fiéis.

Com as portas fechadas desde o dia 16 de março devido ao coronavírus, o Padre Bruno Rafael improvisou o confessionário para que os fieis viessem até a igreja e tivessem uma oportunidade de confessar.

Com duas cadeiras improvisadas, o espaço necessário e seguro entre elas, o uso de máscara de proteção e álcool em gel disponível aos fiéis, o padre trouxe a possibilidade dos religiosos continuarem ligados a igreja e participando da sua vida de fé.

Semana Santa e Páscoa

Na próxima semana começa a Semana Santa, porém, devido à pandemia do coronavírus a participação da população em celebrações ficou inviável. O Bispo Dom João Mamede Filho trouxe as orientações da Santa Sé para padres, diáconos, religiosos, religiosos e leigos da Diocese de Umuarama para que as celebrações aconteçam em unidade.

A celebração da Páscoa deverá ser feita nos dias previstos e nas condições possíveis. Foi aconselhado aos sacerdotes a transmitirem todas as celebrações pelas mídias, com o número mínimo de pessoas, caso seja necessário algum auxílio, e que não pertençam ao grupo de risco. Ainda foi orientado a todos a participarem das celebrações de duas casas.

Orientações do Bispo Dom João Mamede Filho:

Domingo de Ramos: a celebração acontece de forma privada, sem benção, nem procissão de ramos. O resto segue conforme rito próprio. Avisar o povo para ter em mãos algum ramo verde durante a celebração, sem que isso implique em “benzer os ramos”. Importa o sinal dos ramos verdes, e não a benção, como tal. Não se omite a leitura da Paixão de Cristo. Para o “gesto concreto de solidariedade”, da Campanha da Fraternidade, os fiéis serão convidados a fazerem a própria oferta em outra ocasião, designada pela CNBB.

Missa do Crisma e da renovação das promessas sacerdotais: Celebraremos no dia do Padre, terça feira, 04 de agosto, às 09h, na Catedral de Umuarama. Um casal de cada Paróquia também deve vir para receber os Santos Óleos. Enquanto isso, os Santos Óleos de 2019 seguem sendo usados.

Missa “da Ceia do Senhor” e da instituição da Eucaristia, Quinta-Feira Santa, passado o pôr do sol: os Padres celebrem em privado e transmitam ao povo. Omitem-se o Lava-Pés e a adoração eucarística presencial. O próprio Padre, porém, após a Missa, permaneça por algum tempo, em oração diante da Eucaristia, colocada no tabernáculo (não no ostensório). A adoração também seja transmitida, com o convite para que o povo a acompanhe em suas casas. Este momento pode ser muito rico e expressar a ‘comunhão’ do povo com o Padre em torno de Jesus, ‘vigiando com Ele’, como os apóstolos no Horto das Oliveiras.

Sexta-Feira Santa, pela manhã: aconselho que os Padres façam a Via Sacra em privado e a transmitam. Lembro que o Papa, às 13h do Brasil, preside celebração na Basílica de São Pedro, vazia de povo. Recordem também ao povo que é dia de jejum, abstinência de carnes e oração intensa.

Sexta-Feira Santa, à tarde: Os Padres celebrem, às 15h, e transmitam, a Comemoração da Paixão do Senhor, sem o povo e com o mínimo indispensável de ajudantes (que não pertençam ao grupo de risco). Seja efetuada a leitura da Paixão de Cristo e breve pregação. Omitam-se o ‘beijo da cruz’, a Via Sacra e a procissão do ‘Senhor morto’.  O ‘beijo da cruz’ pode se dar num crucifixo da família, nas casas. A Coleta para os Lugares Santos será transferida para outra data a ser indicada pela CNBB, provavelmente no dia 14 de setembro, Exaltação da Santa Cruz.

Sábado Santo: Como prescreve a Liturgia, este é um dia de penitência, recolhimento e preparação para a celebração da Vigília Pascal. Durante o dia, podem ser feitas orações e reflexões, em privado, convidando o povo a acompanhar pelas mídias, em suas casas. Há muitas possibilidades que podem ser exploradas e a própria Liturgia das Horas oferece indicações.

Após o pôr do sol, celebrar a Vigília Pascal, em privado, com o mínimo de ajudantes (não do grupo de risco), com transmissão ao vivo. Omitam-se o acendimento do ‘fogo novo’ e a procissão com o círio pascal. O mesmo seja aceso de maneira simples e faça-se o ‘Anúncio da Páscoa’ (Exsultet). Sejam feitas pelo menos três leituras do Antigo Testamento, entre as quais a de Ex 14,15-15,1, com os respectivos Salmos, antes do início da Missa, e com o Glória. Omita-se a benção da água e a liturgia batismal. Mas faça-se a renovação das Promessas do Batismo. Pedir ao povo que, mesmo em casa, tenha velas acesas neste momento. A liturgia eucarística segue normal até o final.

Domingo de Páscoa: Celebrar pelo menos uma Santa Missa, com homilia, transmitida, em horário conveniente. Este é o Domingo mais importante do Ano Litúrgico.

Na Oitava da Páscoa: Aconselho celebrar diariamente a Santa Missa com transmissão. Há muito a ser redescoberto na Oitava da Páscoa! Aproveitemos esta “quarentena” para evangelizar um pouco mais e para fortalecer a fé e a esperança do povo.

 

 

 

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