Avanço de sinal e parada sobre faixa têm mais de mil registros por mês

O funcionamento dos 10 radares semafóricos de Cianorte completou um ano nesta quarta-feira, 15. O projeto faz parte das medidas que foram adotadas pela Diretoria de Trânsito de Cianorte (Diretran) depois da municipalização. Logo no início da operação, nos primeiros meses de funcionamento em 2019, foram registradas 1.300 infrações nos 15 últimos dias de julho e 1.700 em agosto. Com o passar do tempo, as infrações se estabilizaram, ficando entre de 1.100 a 1.300 registros mensais. 

Conforme o engenheiro de trânsito da Diretran, Carlos Eduardo de Oliveira, o pico de infrações foi registrado logo no início do funcionamento das câmeras. “Tivemos um pico assim que foi instalado o radar e gradualmente ele foi caindo. Daí as infrações atingiram um ponto mínimo e se mantiveram em torno de mil infrações por mês, de avanço de sinal e parada em faixa”, afirmou.

Em junho de 2020, foram registradas cerca de 1.200 infrações gravíssimas, onde se enquadram o avanço de sinal. Em maio, o número chegou a 1.100 e em abril 1.300. Segundo Oliveira, o número chega a variar, mas não de forma significativa, “as infrações estabilizaram e hoje em dia esse número não reduz”, acrescentou.

Os equipamentos ficam localizados nos 10 pontos de maior incidência infrações, principalmente de avanço de sinal e de parada sobre faixa de pedestre. De acordo com o engenheiro de trânsito, os pontos que mais geram infrações são nas entradas da cidade, entre a Avenida Paraíba com Avenida Amazonas e na Avenida Edson de Lima Souto com Avenida São Paulo.

Agentes de trânsito

Na época da instalação dos radares semafóricos, a Diretran contava com cinco agentes de trânsito. Conforme o engenheiro , a partir do desenvolvimento da diretoria – no primeiro ano – foram contratados mais cinco profissionais .

“A quantidade total de autuações gerada pelo município incluiu infrações registradas pela Polícia Militar e pelos agentes de trânsito. Hoje o município tem 10 agentes, que começaram a gerar mais autos de infração”, esclareceu. Segundo Oliveira, os autos gerados pelos agentes devem girar em torno de 150 ao mês.

As principais autuações feitas pelos agentes são relacionadas ao uso do celular no transito e problemas de estacionamento, como estacionamento em vaga de idoso e de deficiente, sobre passeio e vaga de 15 minutos.

Pandemia

De acordo com Oliveira, a pandemia do coronavírus afetou a Diretran significativamente, pois o dinheiro das multas não foi revertido ao município e, consequentemente, à diretoria. “A partir do momento que as pessoas não têm o poder aquisitivo que elas tinham antes, elas acabam deixando de lado coisas que não eram tão urgentes, como as multas de trânsito”, afirmou.

Como explicou o engenheiro de trânsito, as multas que foram geradas a partir de março ainda não viraram infrações, pois o Contran emitiu uma deliberação que informa que os prazos para indicar condutor e recorrer às multas foram suspensos até agosto. Apenas quando vence esse prazo, é que virá a penalidade e é emitido boleto para que o condutor pague a multa.

“A arrecadação caiu pra menos de 40%. E as pessoas vão ter que pagar as multas quando quiserem licenciar os carros. Mas como é tudo muito novo em todos os setores, estamos tentando lidar e fazer os serviços básicos – como pagar o sistema de trânsito que não pode ser desligado – e resolver problemas, fazer pinturas, comprar materiais pra equipe trabalhar”, esclareceu.

Arrecadação

Segundo o engenheiro de trânsito, Carlos de Oliveira, todo o recurso proveniente das infrações de trânsito deve ser aplicado no trânsito. “O recursos é aplicado dentro do trânsito como melhorias na sinalização, contratação de agentes, compra de equipamentos, motos, veículos. Os valores têm que ser aplicado na melhoria do trânsito”, reforçou.

Além disso, não é todo o recurso que vem para o município. “Parte é direcionada a empresa que auxilia no sistema de câmeras, parte para o Detran, Correios. O valor é dividido e só uma parcela disso que vem para a administração”, concluiu Oliveira.

Prefeitura de Cianorte renova contrato de instalação de câmeras por mais três anos

A Prefeitura de Cianorte renovou no mês de maio o contrato de instalação das câmeras por mais três anos. De acordo com o engenheiro de trânsito da Diretran, Carlos Eduardo de Oliveira, o contrato prevê que a empresa tem que apresentar como benfeitoria a possibilidade do município trocar até três pontos de instalação dos radares, sem custo para o erário, além de dar a possibilidade inserir cinco novos pontos, apenas de operacionalização do sistema.

“Pontos onde geram uma arrecadação menor, podemos substituir por outros que julguemos necessário”, afirmou. Conforme Oliveira, é possível instalar mais do que os cinco novos pontos, mas a partir daí o município terá o custo de instalação, além do pagamento mensal à empresa que presta o auxílio e manutenção.

“Podemos voltar a ter um aumento nas infrações, caso fizermos as trocas. Vamos estudar os pontos onde o sistema não tenha a eficiência que esperamos e colocar em pontos onde percebemos que ainda existe problema com avanço de sinal”, afirmou o engenheiro de transito.

A Diretran já fez o levantamento de quantas infrações são geradas por pontos e está definindo em quais pontos os radares serão instalados. Os que serão alterados já estão praticamente definidos. “Durante as trocas, o procedimento será público e informaremos os locais corretamente”, explicou Oliveira. Além disso, agentes de transito auxiliarão os condutores. A diretoria ainda não tem uma data definida para as alterações dos radares.  

Número de radares pode aumentar e pontos podem ser trocados. Foto: Renata Martins

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