Apesar da pandemia de Covid-19, datas comemorativas movimentam o comércio

Depois de quase sete meses de pandemia, o comércio ainda sofre com os reflexos da crise econômica. Apesar disso, as datas comemorativas dão fôlego aos comerciantes que até o momento contam com vendas de 20 a 30% mais baixas. O Dia das Crianças, além de movimentar mais as ruas, ainda traz um horário de comércio estendido, o que é positivo aos varejistas.

Para colaborar com as vendas e receber a clientela, o horário de atendimento do comércio será especial. Na sexta-feira, 9, as lojas ficarão abertas das 8h às 21h, e no sábado, 10, das 8h às 17h.

De acordo com o presidente Sindicato dos Lojistas do Comércio e do Comércio Varejista de Cianorte (Sincovarte) e proprietário da Livraria e Papelaria Kometa, Sergio Antônio Urbano, a expectativa dos comerciantes é de que as vendas para o Dia das Crianças deste ano fiquem estáveis com relação ao mesmo período do ano passado. “A data dà um fôlego a mais, aumenta um pouco o leque e ainda vem gente de cidades vizinhas”, afirmou.

Segundo o presidente, as vendas no comércio já chegaram a cair 70% no início da pandemia, quando as lojas foram fechadas. Com o passar dos meses, o comércio voltou a reanimar, mas ainda segue com problemas. “Ainda está um pouco abaixo, cerca de 20 a 30% a menos. Acredito que o que falta para dar um incremento seria o retorno das aulas. Queira ou não já aumenta bastante o movimento nas ruas e consequentemente, no comércio”, reforçou.

Para Urbano, o movimento nas ruas e as vendas no comércio tiveram um aumento, pois a população começou a sair mais de casa. “Melhorou bastante o movimento, as pessoas perderam pouco do receio, o que nos ajudou muito”, esclareceu.

Já o proprietário da loja Click Presentes e secretário da Sincovarte, João Alves, apesar de não estar otimista, ele acredita que a cada mês o comércio recupere um pouco das vendas. “Mas cada setor vai ter uma recuperação diferente no comércio”, acrescentou.

“No meu ramo está bem lenta a recuperação, a gente vende maquiagem, que tinha uma porcentagem expressiva no faturamento e agora tem pouca, e presentes. Estamos operando ainda de 55% a 60% do faturamento. Mas eu sei que alguns setores, como nos de utilidades domésticas, o faturamento até cresceu”, afirmou. Segundo Alves, a maioria dos ramos ainda está afetada pela crise.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos ramos de presentes, principalmente, o proprietário da loja afirma que as datas comemorativas sempre alavancam as vendas. “Até agora o Dia dos Namorados (12 de junho) foi o que mais vendeu, foi até mais do que no Dia das Mães, que normalmente é o dia que mais vendemos, mais até do que no Natal. Mas para o Dia das Crianças temos expectativa que cresça, mas ainda deve ficar abaixo do que as vendas do ano passado”, disse.

Para se ter uma noção na queda do movimento da loja, um dia antes da celebração do Dia das Mães (9 de maio) a loja recebeu 460 pessoas, neste ano. No ano passado, no mesmo dia, foram 783 pessoas.

“Em um ano normal, a loja fica lotada o dia inteiro. Agora é compassado, as pessoas ainda tem medo de sair. Antigamente saia a família inteira, agora não é mais assim”, acrescentou

Para Alves, apesar de um aumento nas vendas desde o início da pandemia, a situação do comerciante ainda é ruim. “Vai melhorar quando a queda nas vendas ficar abaixo dos 20% ou menos, ainda estamos em uma situação difícil. E para melhorar 100%, as coisas só vão mudar quando tirarmos as máscaras do rosto”, finalizou.

Para os pais

Aline Brugnoli é do lar e mãe de duas crianças, uma menina de seis e um menino de um ano, e pretende comprar presente para os dois filhos. “Apesar da pandemia, acredito que é importante celebrarmos o momento, dando um presente e também sendo presente. Quero agradar os meus pequenos no Dia das Crianças”, afirmou a mãe.

A confeiteira e mãe de uma menina de seis anos, Samira Beraldo disse que vai comprar uma lembrancinha para a filha, pois pretende investir em uma viagem futura. “Ela entende que o momento não é pra ficar esbanjando e também porque estamos economizando para podermos viajar. Ela sonha em andar de avião”, esclareceu.

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