Comissão da Assembleia denuncia vacinação de mortos em Umuarama

Das Agências 

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa que apura fraudes na vacinação contra a Covid-19 no Estado denunciou ontem a vacinação de pessoas mortas em Umuarama. As informações colhidas pela Comissão foram entregues ao prefeito Celso Pozzobom durante diligência na prefeitura da cidade, no início da tarde de ontem, e levadas ao Ministério Público do Paraná, órgão que coordenou na cidade no último dia 5 de maio a Operação Metástase. A ação policial prendeu sete pessoas e cumpriu 62 mandatos de busca e apreensão a partir de investigações de desvios de recursos da saúde e de doses de vacina contra a Covid-19 para uso de autoridades vinculadas ao município e seus familiares. Os valores desviados podem chegar a R$ 19 milhões.

“A Comissão Especial tem dois casos graves em apuração, que requisitamos informações ao prefeito. São dois mortos que tomaram vacina em Umuarama. Pessoas que já morreram há alguns anos e que o CPF foi utilizado para imunização”, denunciou o presidente da CEI, deputado Fernando Francischini. Francischini explicou que os documentos foram entregues à Prefeitura e ao Ministério Público. “O prefeito está colaborando com as nossas investigações e fazendo também uma apuração interna para identificar como foram realizadas essas vacinações, evitando que novas irregularidades aconteçam”, disse.

Além de compartilhar a denúncia dos mortos vacinados, no Ministério Público a CEI também colheu informações que correm em segredo de Justiça sobre os fatos graves que aconteceram na área da saúde na cidade. Francischini disse que a conjugação de esforços neste processo é fundamental. “Nós temos o apoio e o respaldo do Ministério Público, da Polícia Civil do Paraná. Esta Comissão tem buscado construir alternativas para que no final os trabalhos não fiquem só na investigação, mas resultem em um projeto de lei que ajude a fechar a torneira das fraudes. Aprendendo como pessoas de má-fé fraudaram a fila, nós poderemos fazer uma lei eficaz, mostrando como se confere a documentação, quais são as prioridades da vacinação. Queremos que as pessoas voltem a sentir credibilidade neste processo e saibam que a sua vez vai chegar na hora certa”, finalizou.

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