UCT limita doações de sangue como prevenção ao coronavírus

Após o início da pandemia do coronavírus e todas as medias de segurança e prevenção contra o vírus, o movimento da Unidade de Coleta e Transfusão (UCT) de Cianorte reduziu o número de doadores. De 22 pessoas atendidas diariamente, a UCT limitou para 15 doadores. A redução no número de pessoas aconteceu devido às orientações dos órgãos de saúde.

De acordo com a chefe da unidade, Patrícia de Oliveira, foi preciso fazer algumas mudanças na unidade para receber os doadores. “Tivemos algumas orientações do Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde com relação ao espaçamento das cadeiras. Nos atendíamos com três e reduzimos para duas, cuidamos com a desinfecção do ambiente das poltronas, limpeza do ambiente, dispomos de álcool em gel, orientamos e explicamos as ações aos doadores”, relatou Patrícia.

Conforme afirmou a chefe da UCT, muitas pessoas ligam com receio de doarem sangue durante a pandemia e buscam informação. “As pessoas ligam com medo, perguntam se vai ter algum risco, mas explicamos que tomamos todos os cuidados para que eles não se exponham”, explicou.

Segundo Patrícia, a unidade consegue doações suficientes e ainda colabora com a Hemorede do Paraná, enviando bolsas de sangue a quem precisa. “Ontem (quinta-feira, 26), mandamos 60 bolsas de sangue para Apucarana que estão sem atendimento. E isso pra nos é muito gratificante”, afirmou. A Hemorede conta com 23 unidades em todo o Estado.

Felizmente, como explicou Patrícia, a unidade conta com um ótimo número de doadores. “Eles vêm espontaneamente. A gente precisa sugerir para que venham mais cedo ou que liguem para ver se já atingimos o limite de doações do dia, pelo fato de atendermos com duas cadeiras”, relatou.

A chefe ainda reforçou que convoca pessoas de alguns tipos sanguíneos que tendem a baixar com maior rapidez. “É importante convocar essas pessoas para que o estoque não baixe. Pois nesse momento é importante ter o estoque certo”, alertou. 

No momento, o horário de doações acontece apenas no período da manhã, das 7h30 até o meio dia. Por isso, Patrícia indica que os doadores cheguem cedo. Segundo ela, logo a unidade irá receber doadores no período da tarde também.

A UCT conta com cerca de 12 mil doadores cadastrados na 13ª Regional de Saúde. “Apesar do número ser muito gratificante, sempre precisamos contar com a ajuda de todos”, relatou Patrícia.

O representante comercial, Alisson Rogério Castanheira, é doador de sangue e órgãos e sempre que pode, a cada três meses, cumpre com seu papel de doador.

A última doação feita por Castanheira foi no dia 20 de março, quando a população se preparava para entrar em quarentena. “Neste momento de pandemia é mais complicado para uma pessoa ir doar. Muitas pessoas têm receio do que pode causar a falta de sangue para quem preciso com urgência”, explicou.

Antes de fazer a doação, Castanheira ainda conversou com uma médica da unidade. “Ela me passou segurança e disse que estavam marcando horários para que não houvesse aglomeração”. 

De acordo com o representante, ao doar ele tomou todos os cuidados necessários. “Mesmo o local oferecendo álcool em gel, levei o meu no bolso”, contou.

Como contou Castanheira, ele aprendeu a importância de ajudar o próximo depois que seu pai faleceu quando ele ainda tinha 12 anos. “Meu pai faleceu em um acidente e ele sempre falava que gostaria de ser doador e isso ficou marcado para mim como um belo gesto de ajudar quem precisa”, afirmou.

Para ser doador é preciso:

– Estar em boas condições de saúde
– Ter entre 16 e 67 anos (menores de idade com autorização e presença do responsável legal)
– Pesar no mínimo 50Kg
– Estar descansado e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação)
– Apresentar documento oficial com foto (Carteira de Identidade, Carteira do Conselho Profissional, Carteira de Trabalho, Passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação)

Dengue

Conforme explicou a chefe da UCT, Patrícia de Oliveira, apesar do estoque ser suficiente no momento é preciso se preocupar muito mais do que apenas com o coronavírus. “Nesse momento não é só a pandemia, temos visto que o número de casos de dengue é crescente. E a dengue é mais preocupante, pois quando há uma dengue hemorrágica, o paciente vai precisar de sangue. Então não podemos deixar faltar”, alertou.

“A gente se preocupa tanto e tem pessoas que não tem esse olhar para o banco de sangue. Elas acham que estão correndo risco, mas alguém pode morrer por estar precisando de sangue, e isso é muito alarmante devido a dengue”, afirmou Patrícia.
 

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