Regional de Saúde registra 68 acidentes com escorpião; só em Jussara foram 37

Com as altas temperaturas, os escorpiões tendem a procurar por locais mais frescos e acabam encontrando abrigo em residências, locais onde entram em contato com pessoas e causam acidentes. Neste ano, até o dia 28 de setembro, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou 68 acidentes na 13ª Regional de Saúde.

Jussara foi a cidade que mais apresentou registros nos últimos nove meses, foram 37. Nós últimos três anos foram,179 ataques de escorpião no município.

Cianorte, maior cidade da região, soma 64 casos desde 2018. Neste ano foram 24 registros. Em 2019 foram 28 e no ano anterior 12.

São Manoel do Paraná não registrou nenhum ataque de escorpião nos últimos três anos. Já Guaporema, Indianópolis e Tuneiras do Oeste registraram apenas um acidente cada uma.

Das 22 regionais, a 13ª RS é a sétima com maior registro de acidentes. As regionais de Maringá (519) e Paranavaí (347) são as duas que mais tiveram incidentes com o animal em 2020.

Nos anos anteriores, a 13ª RS registou 101 (2019) e 100 (2018) casos de acidentes envolvendo escorpiões.

Jussara

A cidade da região com maior número de casos foi Jussara, que concentrou mais que o dobro dos casos em 2020. Dos 68 ataques, 37 foram na cidade.

Nos dois anos anteriores, o município também foi o que mais apresentou incidentes. Em 2019, a 13ª RS teve 101 casos, 66 deles foram em Jussara, ou seja, 67% dos casos.

Em 2018, dos 100 registros, 76 foram no município, 76% dos acidentes.

Como forma de conter os ataques dos escorpiões, entre 2019 e 2020, a Prefeitura de Jussara tem realizado diversas atividades por meio da equipe de endemias e do combate ao escorpião.

Dentre as atividades estão a contratação de uma equipe de agentes para o combate; vistorias nos pontos estratégicos diariamente e em todas as notificações por acidentes de picadas; captura de todos os escorpiões encontrados; catalogo e analise todos os escorpiões capturados; atendimentos de todas as denúncias recebidas; arrastões com maquinário na cidade e na área rural; atividades de limpeza nos terrenos em parceria com o Pátio Municipal; distribuição de panfletos em todas as residências do município; banners com orientação em vários pontos e divulgação de informações jornais locais e nas redes sociais.

Segundo a equipe da Secretaria de Saúde do município a picada de escorpião pode causar alguns sintomas, como: vermelhidão, inchaço e dor no local da picada. Porém, em casos mais graves, pode gerar enjoo, vômitos, dor de cabeça, espasmos musculares e queda da pressão, podendo causar a morte.

Em todo o ano de 2020, no Paraná, foram registrados 2.196 ataques de escorpiões, mais de mil casos a menos em comparação com os anos anteriores. Em 2019, o Estado teve 3.447 acidentes e em 2018 foram 3.340.

Caso

Na última semana, um jovem de 22 anos foi picado nas costas por um escorpião amarelo que estava em sua cama. O rapaz recebeu atendimento médico no hospital municipal e a situação foi considerada leve. Ele foi medicado e ficou em observação, mas logo foi liberado.

Saúde

De acordo com informação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) o envenenamento é causado pelas de toxinas injetadas através do ferrão dos escorpiões, todas as espécies de escorpiões possuem veneno.

O que determina o perigo de uma espécie é a toxicidade do veneno em relação ao homem. Como esclarece a Sesa, a gravidade dos acidentes provocados por espécies perigosas varia conforme a quantidade de veneno injetada, o local da picada e a sensibilidade da pessoa ao veneno, que geralmente é maior quanto mais jovem for a pessoa.

Os acidentes podem ser leves (dor e parestesia local); moderados (dor local intensa associada a uma ou mais manifestações, como náuseas, vômitos, sudorese, sialorreia discretos, agitação, taquipneia e taquicardia); ou grave (além dos sintomas citados, podem haver ainda vômitos profusos e incoercíveis, sudorese profusa, sialorreia intensa, prostração, convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque).

Escorpiões são encontrados em telhas, sistemas de esgoto e locais com acúmulo de lixo

Os escorpiões costumam se instalar em locais com acúmulo de lixo doméstico, madeiras, entulhos, materiais de construção como tijolos, telhas e também em sistemas de esgotos, saindo através dos ralos, caixas de gordura, também se alojando sob rodapés e assoalhos quebrados.

Segundo informações divulgadas pela Sesa, ao encontrarem condições favoráveis nas cidades, as espécies que se domiciliam com facilidade, principalmente o escorpião amarelo – Tityus serrulatus, têm mais probabilidade de ocasionar acidentes.

Esses animais buscam água, abrigo, alimento e acesso aos itens citados.

O alimento mais frequente dos escorpiões em ambientes urbanos é a barata. Portanto, controlar sua proliferação e evitar os ambientes favoráveis descritos são medidas de controle.

Ao encontrar escorpiões em casa, é preciso entrar em contato com os agentes de saúde ou com o serviço de vigilância. Em caso de acidentes, a pessoa é indicada a procurar atendimento médico imediato. Se possível, capturar com cuidado o animal e leva-lo para auxiliar no diagnóstico e no tratamento.

Dúvidas sobre acidente com animais peçonhentos podem ser esclarecidas no número 0800 410148 (Centro de Informações e Assistência Toxicológica – CIATox).

Escorpiões buscam água, abrigo, alimento e acesso. Foto: Reprodução

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