CRM e Sociedade Brasileira de Infectologia alertam para semana crítica da pandemia

Devido ao aumento expressivo no número de casos Covid-19, o crescimento da curva de contaminação e o relaxamento da população em todo o Estado, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) e a Sociedade Brasileira de Infectologia emitiram um comunicado alertando para uma semana crítica da pandemia causada pelo vírus em todo o Paraná.

Conforme o comunicado, os próximos dias da pandemia serão críticos, por isso o conselho reforça a orientação sobre o distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos.

O médico paranaense e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clóvis Arns da Cunha, disse que todo o estado passará por uma semana crítica. “Quase com certeza, vamos enfrentar a pior semana da epidemia da Covid-19 até agora em Curitiba e no Paraná. Mesmo hospitais privados de Curitiba já estão sem vagas de UTI ou com poucas disponíveis. Vários internamentos nas últimas 24 horas”, informou em depoimento publicado em rede social.

De acordo com o médico, as coisas serão controladas apenas se as pessoas cumprirem devidamente o isolamento. “As consequências socioeconômicas da Covid-19 no mundo e no Brasil são avassaladoras, mas enquanto não tivermos medicamento eficaz, nem vacina, o isolamento social é a única forma de controlarmos a epidemia. Quanto antes controlarmos a epidemia, tanto mais rapidamente a economia poderá ser reaberta”, conclui.

“Se conseguirmos convencer a população a seguir as medidas de isolamento social, provavelmente, conseguiremos voltar a ter a epidemia ‘sob controle’ em 4 a 6 semanas”, acrescentou.

Segundo Cunha, outros estados também apresentaram a mesma situação do Paraná. “O Rio Grande do Sul também está enfrentando a mesma situação. Estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, também registraram um aumento significativo de casos nesta última semana”, alertou.

Cunha ainda reforçou que é o momento de todos fazerem a sua parte, evitarem aglomeração e locais que não respeitem as orientações da saúde, uso de máscara, distanciamento físico e higienização das mãos.

Além disso, o presidente ainda informou que muitas instituições de saúde e municípios paranaenses estão com dificuldades de comprar respiradores, oxímetros e de ter equipe de enfermagem e/ou médica para abrir mais leitos, o que reforça a obrigatoriedade da conscientização das pessoas perante as orientações dos órgãos de saúde.

 

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