Ciclo da dengue 2020/2021 começa com 79 casos confirmados em 29 municípios

A Secretaria da Saúde do Paraná divulgou (Sesa) na terça-feira (11) o primeiro boletim do novo período sazonal da dengue no Estado. O monitoramento terá sequência até julho de 2021, com dados notificados pelos municípios, acompanhados pelas Regionais de Saúde e analisados e publicados pela Coordenadoria de Vigilância Ambiental, vinculada à Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde.

O informe inicia o período com 79 novos casos confirmados, em 29 municípios. São 484 notificações e 350 casos em investigação.

“Mesmo diante da pandemia da Covid-19 não podemos nos descuidar da dengue, que se mantém como uma das maiores preocupações do Governo do Estado. Nossa mobilização para combater a proliferação do mosquito transmissor da doença é permanente, com apoio às ações em todos os municípios”, afirma o secretário da Saúde Beto Preto.

“O mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, se prolifera inclusive no inverno, por isso a recomendação de eliminação dos criadouros é válida para o ano todo. A dengue mata, mas pode ser evitada com a adoção sistemática da remoção dos focos”, explica o secretário.

Antes do início do novo período epidemiológico, a Sesa promoveu um ciclo com sete vídeoconferências com profissionais que atuam nas 22 Regionais de Saúde, secretarias municipais e unidades de saúde, nas áreas de Vigilância e Assistência. Os encontros virtuais foram realizados com o objetivo de alinhar condutas de prevenção e de manejo de pacientes com dengue. Mais de 200 profissionais participaram da ação.

Recentemente, a pasta repassou R$ 7 milhões para a aplicação em medidas de controle e prevenção em 236 municípios.

O boletim apresenta, como novidade, o canal endêmico do Estado representado graficamente. “Por meio das imagens podemos avaliar as ocorrências e observar se os números ultrapassam os limites esperados”, explica a coordenadora de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

As cidades com maior registro de casos confirmados na primeira publicação do período são: Foz do Iguaçu (20), Londrina (14), Pérola (9), Boa Vista da Aparecida (4) e Umuarama (3).

Ivaiporã , Maringá, Indianópolis, Goioerê e São Miguel do Iguaçu tiveram 2 casos confirmados cada uma. Os municípios de Tibagi, Marechal Cândido Rondon, São Pedro do Ivaí, Apucarana, Sarandi, Mandaguaçu, Colorado, Querência do Norte, Porto Rico, Inajá, Cruzeiro do Sul, São Jorge do Patrocínio, Ubiratã, Iretama, Campina da Lagoa, Cascavel, Medianeira, Marmeleiro e Dois Vizinhos registraram uma confirmação da doença.

Vírus 

Existem quatro tipos de vírus de dengue no Paraná: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Cada pessoa pode contrair a infecção provocada pelos diferentes sorotipos e a imunidade é gerada após a contaminação por cada um. A reincidência da dengue pode agravar os sintomas, podendo desenvolver a forma grave da doença.

No período epidemiológico anterior, o DEN-2 teve a maior circulação. “Como este vírus ainda não havia predominado no Estado, muitas pessoas foram contaminadas. Esta é uma das avaliações que fazemos para o registro de mais de 220 mil casos confirmados”, comenta Ivana Belmonte.

Histórico

A Sesa monitora os dados da dengue desde 1991. O primeiro boletim apresentou 161 notificações e 16 casos confirmados, sendo que todos foram importados – os pacientes foram infectados fora do Paraná. O primeiro informe não teve registro de óbitos.

O ano de 2007 marcou a primeira grande epidemia de dengue no Paraná. Foram mais de 50 mil notificados, cerca de 26 mil casos confirmados e sete pessoas morreram.

A série histórica da doença aponta que o último período, de 2019/2020, foi o de maior registro de casos, finalizado com 227.724 confirmações e 177 óbitos.

Região terminou o ciclo de 2019/2020 com 13.897 casos de dengue

Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), as cidades da região somaram 13.897 casos no ciclo de 2019/2020. Apenas Cianorte registrou 4.408 confirmações de dengue no período. Em seguida, os municípios que registraram os maiores números de casos são Terra Boa (1.511) e Tapejara (1.422).

Em 2019, os municípios fecharam o período epidemiológico com 1.336. Uma diferença de 12.561 casos entre os dois últimos períodos. No ano passado as cidades que mais registraram casos foram Cianorte 655, Japurá (423), Tuneiras do Oeste (70) e Terra boa (56).

Conforme a supervisora do Programa de Combate às endemias, da Secretaria Municipal de Saúde, Vera Fusisawa, este foi o pior ano não apenas no município. “Foi o pior ano no Brasil, pra muitos estados e para o Paraná, principalmente”, afirmou.

Desde o início do período, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já alertava para a possibilidade de aumento expressivo de casos devido ao novo sorotipo da doença, o Den-2, que até então não circulava no Estado. O fluxo do subtipo diferente fez com que as pessoas infectadas evoluíssem para formas mais graves da dengue.

A validação do diagnóstico clínico para os casos confirmados de dengue, independente de exames laboratoriais, é apontada como outro fator significativo para o aumento do número de casos.

A partir deste ciclo a Vigilância Epidemiológica passou a considerar o laudo médico já decisivo para confirmação de caso, sem a necessidade de testes confirmatórios.

Último ciclo da dengue foi o pior para Cianorte e região. Foto: Reprodução Secretaria Municipal de Saúde

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