Cianorte ultrapassa a barreira dos três mil casos de dengue em 2020

Durante os três primeiros meses de 2020, foram registrados 3.003 casos de dengue em Cianorte. Mesmo com mutirões de limpeza, visitas de técnicos da saúde, trabalhos de conscientização em toda a cidade, o número cresce exponencialmente a cada mês.

De acordo a Prefeitura de Cianorte e Secretaria de Municipal de Saúde, apenas no mês de março foram registrados 2.021 casos confirmados de dengue. Março, aliás, é considerado o mês mais crítico de do ano epidemiológico, iniciado ainda em agosto de 2019. Em fevereiro as confirmações chegaram a 859. Já em janeiro, o número de casos ficou em 123.

Conforme explicou a chefe da Divisão Epidemiológica, Silvia Feria, o tempo quente e chuvoso do mês de março é propício para o desenvolvimento do mosquito. “Temperaturas elevadas e essas chuvas periódicas enchem reservatórios. O lixo acumula e volta a proliferação. É preciso manter um trabalho continuo”, explicou.

Segundo a chefe do Setor de Atenção Primária à Saúde, Renata Nagal, uma orientação emitida pelo governador do Estado e pelo Secretario da Saúde, é que os setores de saúde não trabalhem sozinhos. “Nós temos o pessoal da saúde do Estado, da Educação, do Detran, temos o apoio das policias e dos Bombeiros, do IAP. Enfim, são vários segmentos para que a gente consiga ampliar as atividades”, esclareceu Renata.

Conforme Renata esclareceu, é importante que a população continue colaborando com as limpezas dos quintais e com os cuidados básicos, como o uso do repelente. “A população tem que fazer a parte dela. É ela quem sofre, não escapa ninguém. Nem o que cuida e nem o que não cuida. Todos ficamos no mesmo barco”, afirmou.

Além disso, Renata ressalta que ao notar algum sintoma as pessoas procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Como explicou Renata, os atendimentos serão avaliados por grupos de gravidade. “Temos os grupos de pessoas mais jovens e saudáveis e um grupo com idoso, gestantes, criança e pessoas que possuem doenças que precisam de maior atenção todos os dias”.

Renata ainda ressaltou que nas unidades, que ficam próximas de cada bairro, a maior parte dos casos já consegue ter uma resolutividade. “Eles dão o primeiro diagnóstico e indicam o que a pessoa precisa fazer”, informou.

“Esse processo será feito na UBS e para cada grupo será dada uma orientação específica. A não ser que o paciente esteja passando muito mal. Mas em geral, o pessoal deve procurar as unidades básicas primeiro”, concluiu Renata.

 

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