Polícia Federal fecha empresa de segurança clandestina em Tapejara
Uma operação da Polícia Federal realizada na quarta-feira, 10, em Tapejara resultou no encerramento das atividades de três empresas que atuavam de forma irregular no setor de segurança privada. A fiscalização também levou à apreensão de equipamentos utilizados nos serviços clandestinos e à prisão em flagrante de um homem por maus-tratos a um animal.
A ação teve como objetivo verificar a regularidade de empresas que prestam serviços de segurança privada no município. Durante as diligências, os policiais identificaram que três estabelecimentos exerciam atividades típicas do setor sem a autorização obrigatória da Polícia Federal, órgão responsável pela fiscalização e controle dessas operações em todo o país.
Segundo a corporação, as empresas realizavam serviços como rondas patrimoniais, escoltas e atendimentos para órgãos públicos, atividades que exigem credenciamento específico e cumprimento de normas estabelecidas pela legislação federal.
Diante das irregularidades constatadas, as atividades foram imediatamente interrompidas. Os responsáveis foram orientados sobre as consequências legais da continuidade dos serviços sem autorização e poderão responder criminalmente caso retomem as operações de forma clandestina.
Durante a fiscalização, os agentes apreenderam diversos equipamentos utilizados na prestação dos serviços. Entre os materiais recolhidos estavam dispositivos luminosos do tipo giroflex, rádios comunicadores, adesivos de identificação e capas de coletes que caracterizavam a atuação como empresa de segurança privada.
Além das irregularidades no setor de segurança, uma das equipes se deparou com uma situação que ampliou o alcance da operação. Em um dos locais fiscalizados, um cão da raça pitbull foi encontrado em condições consideradas incompatíveis com o bem-estar animal.
Com apoio da Polícia Militar, o animal foi resgatado e encaminhado para uma entidade de proteção animal da região, onde receberá os cuidados necessários.
Em razão da situação constatada, os policiais lavraram auto de prisão em flagrante contra um dos responsáveis pela empresa fiscalizada, que poderá responder pelo crime de maus-tratos a animais, previsto na legislação brasileira.
A Polícia Federal destacou que a fiscalização integra ações permanentes de combate à prestação clandestina de serviços de segurança privada, atividade que representa riscos à população por ocorrer sem controle, treinamento adequado e fiscalização dos órgãos competentes.
As investigações e procedimentos administrativos relacionados aos casos identificados durante a operação seguem em andamento.

