IBGE abre preparativos para o 12º Censo Agropecuário na Amenorte

Na manhã de quinta-feira, 22, foi realizada a reunião de abertura das etapas preparatórias do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola para a região da Amenorte. O encontro serviu para alinhar a logística e o planejamento da operação censitária que vai mapear a estrutura produtiva no Noroeste do Estado.

Conforme detalhado pelo coordenador de área do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Cianorte, Luis Carlos Rodrigo, o levantamento cobrirá as áreas rurais dos 11 municípios que compõem a Associação dos Municípios do Médio Noroeste do Estado do Paraná (Amenorte). Atualmente, o órgão conta com uma equipe fixa de 11 técnicos na região e prevê a contratação de aproximadamente 50 temporários no início do próximo ano para a execução das coletas de campo, programadas para começar em março de 2027. O período de aplicação dos questionários terá duração estimada em oito meses.

Pelas diretrizes metodológicas do órgão, chácaras utilizadas exclusivamente para lazer e empreendimentos do tipo pesque-pague não serão incluídos nas entrevistas.

ORIENTAÇÃO E SEGURANÇA

O IBGE aproveitou o alinhamento inicial para prestar orientações à população rural com o objetivo de evitar possíveis golpes ou abordagens fraudulentas. Todos os recenseadores estarão devidamente caracterizados com colete oficial do instituto, crachá de identificação visível e um documento dotado de QR Code para verificação imediata da identidade do profissional.

O órgão ressalta que os agentes não solicitam entrada no interior das residências, não realizam fotografias dos domicílios e não exigem a apresentação de documentos pessoais ou escrituras de propriedades. O questionário pode ser respondido integralmente na entrada do estabelecimento.

RADIOGRAFIA DO SETOR

O Censo Agropecuário constitui a principal investigação estatística do setor no país. A pesquisa abrange todos os estabelecimentos dedicados à produção agrícola, pecuária, extrativismo florestal e aquicultura no território nacional, independentemente da extensão territorial, da condição jurídica das terras ou do destino final da produção — seja para comercialização ou subsistência familiar.

Os dados coletados permitirão o mapeamento minucioso do setor em nível municipal, com recortes para áreas de assentamentos, unidades de conservação e terras tradicionais. O banco de dados servirá de subsídio para o planejamento e a avaliação de políticas públicas voltadas ao meio rural, como as diretrizes de apoio e financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).