‘Nos próximos dias teremos novidades’, afirma secretário sobre desaparecidas
A poucos dias de completar dois meses do desaparecimento de Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que as investigações seguem avançadas e que novidades sobre o caso podem surgir nos próximos dias.
Durante visita a Cianorte na manhã de quinta-feira, 18, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Paulo de Tarso Sanson, afirmou que o caso permanece como prioridade para as forças de segurança e destacou que uma equipe atua exclusivamente na investigação.
“Sobre a investigação, eu tenho acompanhado isso com os delegados. Tem um sigilo que é importante ser mantido para que nós possamos ter sucesso. O que eu posso dizer é que a delegacia que está investigando está muito bem avançada nessas questões. Mas, como é uma questão de estratégia e também de sigilo, nós temos que manter reservado”, afirmou.
O secretário ressaltou ainda que o principal objetivo neste momento é localizar e prender o suspeito apontado como peça-chave para o esclarecimento do desaparecimento.
“O principal objetivo agora é prender o suspeito. É um crime complexo. Nós já temos isso muito bem monitorado com as investigações. Certamente, nos próximos dias, quem sabe nas próximas semanas, teremos novidades no caso. Existe uma equipe voltada exclusivamente para esse caso”, declarou Sanson.
O desaparecimento das jovens completa dois meses no próximo sábado, dia 20. Desde a última vez em que foram vistas, familiares convivem com a angústia da falta de respostas sobre o paradeiro das duas.
A Polícia Civil do Paraná investiga o caso desde abril e, no início desta semana, realizou uma operação em propriedades rurais localizadas em Paraíso do Norte. Segundo o delegado Luís Fernando Alves Silva, os locais vistoriados foram definidos a partir de diligências de campo, cruzamento de informações, levantamentos técnicos, análise de dados e denúncias anônimas recebidas ao longo das investigações.
O objetivo da ação foi buscar vestígios e elementos que possam auxiliar na reconstrução dos fatos e esclarecer o desaparecimento das jovens. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou se algum material relevante foi encontrado durante as buscas.
A última atualização oficial havia sido divulgada em 19 de maio, quando uma mulher de 23 anos foi presa temporariamente em Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo. Ela é suspeita de ter prestado apoio financeiro ao principal investigado no caso, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”.
Desde o início das apurações, a Polícia Civil informou trabalhar com diferentes hipóteses investigativas, entre elas privação de liberdade, sequestro e homicídio. Nenhuma delas, porém, foi oficialmente confirmada.

