Família confirma morte cerebral de policial e investigação aponta tentativa de feminicídio

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga o caso envolvendo o policial rodoviário Rodrigo Gonçalves Vieira, de 40 anos, que teve a morte cerebral confirmada pela família. O agente estava internado no Hospital Uopeccan desde o último sábado (31), após ser encontrado baleado dentro de um veículo. Em meio ao luto, os familiares autorizaram a doação de órgãos.

Rodrigo e a esposa, de 38 anos, foram localizados feridos por disparos de arma de fogo no interior do carro. Conforme informações repassadas pelas autoridades, a mulher segue internada, apresentando melhora progressiva no quadro clínico e permanecendo sob acompanhamento médico. O hospital mantém sigilo sobre detalhes do prontuário, conforme protocolos éticos.

As investigações avançaram e afastaram, inicialmente, a hipótese de ataque externo. Em nota oficial, a PCPR informou que trabalha com a linha de investigação de tentativa de feminicídio seguida de tentativa de suicídio, caracterizando o caso como uma tragédia de âmbito doméstico.

Três elementos principais embasam essa conclusão preliminar. O primeiro é a análise de imagens de câmeras de monitoramento, que indicam que nenhum veículo ou pessoa se aproximou do automóvel no período em que ele permaneceu parado até a chegada do socorro. O segundo ponto é que a esposa do policial já apresentava marcas de agressão física antes mesmo dos disparos. Por fim, uma arma de fogo foi localizada e apreendida dentro do carro, local onde, segundo a polícia, os tiros ocorreram de forma isolada entre os ocupantes.

O Hospital Uopeccan informou que não divulgará novos boletins médicos à imprensa sem autorização expressa dos responsáveis, em respeito à ética médica e à privacidade da família. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná.