Vocação de Cianorte para a indústria têxtil ajuda a colocar a cidade no mapa

Em um país como o Brasil, que permite uma grande variedade de atividades a serem exploradas ao longo de seu território, é fundamental ter um bom foco para que estes empreendimentos tenham de fato sucesso. E dependendo do grau de sucesso que estes negócios atingem, é possível no limite “transformar” uma região inteira em um polo econômico de um determinado produto ou indústria, numa demonstração não só de poderio financeiro mas também de coordenação entre os cidadãos da região em questão.

O Paraná soube utilizar muito bem esta vocação, com diferentes tipos de indústria que ocupam seu território e que fazem do estado um dos maiores contribuidores à indústria nacional. E na dimensão municipal, Cianorte também se mostrou “privilegiada” a partir do momento que a cidade começou a investir cada vez mais dos seus recursos no ramo têxtil. Investimentos da própria cidade e de agentes de fora da localidade deram grandes frutos, culminando com a cidade se tornando uma das produtoras têxteis do estado – e consequentemente do país.

E a “escolha” pelo foco em roupas é certeira, uma vez que estas nunca vão sair de moda. É de se esperar assim que Cianorte terá um poderio econômico maior que seus vizinhos por anos a fio, graças ao investimento em alimentar suas indústrias com novos trabalhadores; e também por meio da longevidade do ramo econômico que hoje se mostra como verdadeira vocação dos cianortenses.

Relevância secular

A indústria têxtil é de importância sumária no Brasil desde o começo do século passado, quando começam a surgir no território as primeiras confecções nacionais. Estas começam a produzir não só as roupas de tecidos mais pesados que eram parte da indumentária do nosso dia-a-dia apesar do nosso clima tropical, mas também as vestimentas mais leves que eram muito mais propícias para as altas temperaturas do país.

Desde então a indústria têxtil ocupou lugar de destaque no país, principalmente no quesito de geração de emprego. Segundo os dados da Abit, a indústria manteve e gerou 8 milhões de empregos diretos e indiretos em 2018 – com 75% destes postos sendo ocupados por mulheres. Somos também os quarto maiores produtores de roupas jeans e de malhas no planeta, graças à presença da maior cadeia têxtil do Ocidente em nosso território.

No Paraná, são 65 mil empregos diretamente ligados com a indústria têxtil – boa parte destes localizada em Cianorte, que tem 600 indústrias de confecção em seu território. Todo mês são produzidas um milhão de peças de roupa nestas indústrias, o que inclui 20% de todos os itens em jeans consumidos nacionalmente.

Diversidade de produção

O vestuário pode assumir muitas formas. Ele pode ser casual e de uso cotidiano, como as peças leves que nos vestem durante os dias em casa. E elas podem ser também mais formais e mais bem constituídas, com tecidos pesados que nos “abraçam” por meio de blazers e calças que são usadas em escritórios, recepções e outros locais de trabalho.

Invariavelmente, o vestuário é um item ainda determinante e também muito importante de várias profissões mundo afora. Executivos precisam manter seus ternos em uma forma impecável apesar de todas as atribulações que enfrentam em seu dia-a-dia, além de não poderem fugir de marcas de grife como a Armani caso queiram vestuários que durem por muitos anos. Os crupiês que ficam atrás da mesa de cassinos, incluindo aqueles virtuais como a Betway Cassino, também precisam ter uma indumentária sempre limpa e pronta para uso. No caso das casas de jogos virtuais, estas são um desenvolvimento recente que permite o acesso à mesas de várias modalidades de jogo em tempo real através da internet, conectando jogadores em potencial com crupiês e outros jogadores de verdade. O mesmo se vê na área jurídica, tanto por parte dos ternos e becas dos advogados, quanto das togas usadas pelos magistrados. E até nas salas de aula, os professores não podem deixar de dar atenção à sua vestimenta, ainda mais se fizerem parte de instituições e cursos mais tradicionais como direito e economia.

A atenção à vestimenta é algo que não escapa nem mesmo os profissionais de áreas que já adotaram um “dress code” mais casual. Caso da indústria de tecnologia da informação e suas várias start-ups, cuja uma das principais características – e até atrativos – é a possibilidade de se usar roupas mais leves para o dia-a-dia no escritório.

Novos paradigmas, mesma procura

O novo paradigma no mercado de trabalho é o “home office” ficando cada vez mais proeminente, com profissionais principalmente na área dos negócios trabalhando a partir de suas casas. Em teoria, isto implica em uso menor de roupas no dia-a-dia, principalmente aquelas mais “formais” que costumam também ter um custo maior no bolso. Mas esse não é necessariamente o cenário do futuro para a indústria têxtil.

Afinal de contas, as roupas em si ainda são parte importante das nossas vidas. Além das funções mais práticas de nos protegerem das mudanças de clima, estas também são ainda a melhor forma de auto-expressão que podemos encontrar, não importa a nossa idade.

Pode até ser que haja uma redução na procura por ternos e camisas sociais no futuro longínquo por conta das novas circunstâncias do mundo do trabalho e até no mundo dos estudos. Mas o dinheiro continuará a ser gasto em vestimentas – talvez menos em roupas mais sociais e “conservadoras”, e mais nos itens considerados casuais que permitem expressar de maneira mais aberta e credível as coisas que nos representam. Desde estampas inspiradas no mundo “nerd”, até os “patches” em jaquetas jeans de bandas que já se foram há décadas.

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