Projeto escolar vira livro e eterniza histórias de crianças em Cianorte

O que começou como uma atividade de alfabetização em sala de aula se transformou em um livro de 200 páginas que agora preserva histórias, desenhos e memórias de crianças de Cianorte. Na última sexta-feira, 29, estudantes da Escola Municipal Lúcia Moro receberam os exemplares de “Guardador de Palavras do Segundo Ano D”, obra que reúne produções criadas pelos alunos em 2023 e que nasceu a partir de um projeto desenvolvido pelo professor Bruno José Martins da Silva.

A iniciativa foi inspirada na coleção “Guardador de Palavras da Gabi”, criada pela jornalista e escritora Aida Franco de Lima. Após conhecerem os livros, os estudantes passaram a registrar sonhos, lembranças, brincadeiras, personagens e momentos do cotidiano em textos e ilustrações produzidos durante as atividades escolares.

O projeto contou ainda com a participação da professora Renata Andreia Nery Panucci, do Atendimento Educacional Especializado (PAEE), que auxiliou especialmente estudantes autistas e crianças com diferentes formas de comunicação. Além da escrita, os alunos puderam se expressar por meio de desenhos, fotografias e outras construções visuais.

A transformação desse material em livro ocorreu após uma Mostra Cultural realizada pela escola. Ao conhecer os trabalhos produzidos pelas crianças, Aida Franco de Lima prometeu que aquela produção coletiva se tornaria uma publicação impressa. A proposta enfrentou obstáculos e chegou a ser aprovada em um edital posteriormente cancelado, mas foi contemplada em 2025 pela Política Nacional Aldir Blanc.

O resultado é uma obra com ISBN, registro editorial e tiragem de 100 exemplares destinados aos pequenos autores, bibliotecas e espaços de leitura.

A entrega dos livros foi marcada pela emoção. Em uma roda de conversa com estudantes, professores e convidados, as crianças tiveram o primeiro contato com a obra pronta. Houve autógrafos, abraços e reencontros com memórias registradas há dois anos.

Para o professor Bruno José Martins da Silva, a experiência permitiu que os alunos compreendessem o valor de suas próprias histórias. “As crianças perceberam que suas memórias também mereciam morar em um livro”, afirmou.

Com informações de Aida Franco de Lima