Prefeito eleito de Ivaté tomou posse online e segue preso desde o mês de dezembro

Por O Bem dito

Embora tenha sido eleito com ampla maioria de votos para administrar o município de Ivaté, Denilson Prevital (MDB) ainda não pisou os pés na Prefeitura. Ele foi um dos presos pela Polícia Federal no dia 1º de dezembro, dentro da operação Zephyros, e até a tarde desta segunda-feira (1º) seguia na cadeia.

A Prefeitura está sob a responsabilidade do vice-prefeito, Mizael Alves da Silva. A população tem dúvida de como vai ficar a situação caso Denilson Prevital continue impossibilidade assumir fisicamente o mandato. A Câmara de Vereadores está aberta, mas oficialmente só deve iniciar os trabalhos no próximo dia 23.

João Carlos Tessarolo, presidente do Legislativo, ainda não informou  se a ausência do prefeito eleito será incluída na pauta de discussões dos próximos encontros.

Legalmente, Prevital foi empossado pela Câmara, em cerimônia online, mas não assumiu fisicamente o cargo. Especialistas explicam  que o prefeito eleito não corre o risco de perder o cargo tão facilmente porque não há nenhuma sentença condenatória transitada em julgado.

“O prefeito só perde o mandato se a Câmara cassá-lo, com pelo menos seis votos, ou a justiça eleitoral condená-lo por algum crime eleitoral durante a campanha, como, por exemplo, compra de voto, se é que houve isso. Tirando esses dois casos, o prefeito está seguro”, explicou.

O especialista observou também que existe a possibilidade de a justiça criminal conceder habeas corpus e condicionar a liberdade de Prevital ao compromisso de que ele se mantenha afastado da Prefeitura. “São várias possibilidades, mas a maior força para destituir um mandato quem tem é a Câmara”.

A operação que prendeu Denilson Prevital, o pai dele, Valdecir, que já foi prefeito do município, e outras cinco pessoas, desarticulou três organizações criminosas que agiam no contrabando de cigarros e agrotóxicos no noroeste do Paraná. As organizações agiam de forma autônoma, mas compartilhavam informações entre si.

Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Umuarama.

O grupo criminoso, conforme a PF, era baseado principalmente nas cidades de Ivaté e Umuarama, e tinha como principal destino a região metropolitana de Curitiba e outros estados brasileiros.

Denilson Prevital foi eleito no dia 15 de novembro último com 2.560 votos (56,31%). Em segundo lugar ficou o candidato Dorival, do PSL, com 1.208 votos (26,57%); e em terceiro, João Carlos, com 778 votos (17,1%).

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