ONG entrega máscaras a caminhoneiros

A ONG Ensina-me a Viver entregou kits com máscaras e álcool em gel a caminhoneiros que passavam pela rodovia PR-323, na altura do posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Foram cerca de 150 máscaras entregues nesta sexta-feira, 24, por volta da 14 horas.

Conforme afirmou a presidente da ONG, Iraci de Sarges, a sociedade tem colaborado muito com a entidade e, a partir disso, elas desenvolveram essa ideia para ajudar os caminhoneiros. “Nós queremos devolver a nossa experiência e dar esse mimo para os caminhoneiros que tanto nos ajudam, abastecem cidades e estão na linha de frente com tantos profissionais”, disse.

De acordo com a Iraci, a entidade trabalha há quatro anos com pacientes oncológicos e sabe o que é vivenciar o isolamento social. “Nós apoiamos pessoas com câncer e todos nós que atuam na ONG já o enfrentamos (a doença). Por isso, sabemos muito bem o que é passar pelo isolamento, o que é não poder trabalhar e ter que usar máscara em local público para não estar sujeito ao vírus. Temos essa experiência e queremos compartilhá-la”, contou a presidente.

A produção das máscaras foi feita gratuitamente pelas meninas que tiveram câncer e que fazem parte da ONG. “Os tecidos foram doados já cortados pela Morena Rosa e nós fizemos a confecção para distribuir gratuitamente. A Panvel também colaborou com a doação dos fracos de álcool em gel”, afirmou a presidente.

A ONG Ensina-me a viver já produziu cerca de 500 máscaras. Uma parte dos equipamentos de proteção foi destinada aos pacientes oncológicos da ONG, uma para os caminhoneiros e outras para serem trocadas em doações de alimentos.

“Nós temos aproximadamente 100 membros, todos pacientes oncológicos, então parte da produção vai para eles, que são nossa prioridade. E vamos separar uma parte quem quiser trocar por alimentos não perecíveis. A partir do dia 28 de abril estaremos na ONG para receber e fazer essa troca”, explicou Iraci.  

Segundo a presidente da ONG, a entidade oferece cursos, alimentação, almoços, cestas de alimentos a famílias de pacientes que estão passando necessidades, entre outras atividades. Porém, devido à pandemia os trabalhos estão parados. “Por enquanto nossas atividades estão paradas, mas nossa psicóloga continua trabalhando virtualmente e sempre conversamos com os pacientes pela internet e aplicativos de conversa”, concluiu.

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