Acusados pela morte do cabo Garozi são condenados a 25 e 30 anos de prisão
Após mais de 12 horas de julgamento no Fórum de Cianorte, o Tribunal do Júri condenou na terça-feira, 10, os dois réus acusados de participação na morte do cabo da Polícia Militar Reinaldo José Garozi, integrante da equipe ROTAM da 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
Wellington Clayton Machado de Proença foi condenado a 25 anos de prisão. Já Mayco de Souza Morette recebeu uma pena de 30 anos de reclusão. As condenações representam o desfecho judicial de um dos casos que mais mobilizaram as forças de segurança pública da região nos últimos anos.
O julgamento teve início pela manhã e reuniu familiares da vítima, amigos, policiais militares e representantes de diversas instituições de segurança. O caso remonta à noite de 17 de setembro de 2023, quando uma operação policial terminou em confronto armado e na morte do cabo Garozi.
Segundo as investigações, o cabo Reinaldo José Garozi foi morto durante um confronto armado após uma perseguição a cinco suspeitos de integrar uma quadrilha de roubos. A equipe da ROTAM tentou abordar o grupo na PR-323, em Cianorte, mas os ocupantes do veículo fugiram e passaram a atirar contra os policiais.
Durante a troca de tiros, Garozi foi atingido no tórax e morreu após ser socorrido ao Hospital Fundhospar. Dois suspeitos morreram no confronto, um foi preso no local e outros dois fugiram, sendo localizados posteriormente após uma grande operação policial.
Com a conclusão do inquérito, os envolvidos foram denunciados por crimes como homicídio qualificado, associação criminosa e favorecimento pessoal.
Quem era o Cabo Garozi
Reinaldo José Garozi ingressou na Polícia Militar do Paraná em 1997 e dedicou quase 26 anos de sua vida à corporação. Em 2011, passou a integrar a equipe da ROTAM, onde atuou como comandante de uma das equipes operacionais da unidade.
Conhecido pelo comprometimento, disciplina e dedicação à atividade policial, Garozi era respeitado pelos colegas de farda e pela comunidade. Sua morte provocou grande comoção em Cianorte e em diversas regiões do Paraná.
O policial deixou esposa e dois filhos.

