Caso Angélica Vitor é arquivado pela Justiça após seis anos sem respostas
Quase seis anos se passaram desde que Angélica Vitor desapareceu em Terra Boa, e a história continua sem uma resposta final. Recentemente, a assessoria da Polícia Civil do Paraná confirmou que o Ministério Público decidiu arquivar o inquérito que investigava a possibilidade de homicídio. O motivo foi a falta de provas que confirmassem o crime ou que apontassem algum suspeito.
Sem pistas concretas e sem saber onde Angélica está, a família é quem mais sofre com o encerramento das investigações na Justiça e com a dor da dúvida que não passa.
Angélica foi vista pela última vez no dia 12 de dezembro de 2020. Naquela data, ela foi de bicicleta visitar uma tia. Pouco tempo depois, o ex-marido chegou ao local acompanhado do filho do casal. Ela colocou a bicicleta no porta-malas do carro e voltou para casa com eles.
Em depoimento, o ex-marido contou que, assim que chegaram, Angélica teria dito que iria “dar um rolê”. Foi a última notícia que se teve dela. No WhatsApp, o último registro de visualização foi por volta das 13h daquele mesmo dia.
Rotina interrompida
Angélica foi casada por 15 anos e tem dois filhos, um de 12 anos, fruto do casamento, e outro de 15, de um relacionamento anterior. Quando conversaram com a polícia na época, os meninos disseram que não se lembravam de a mãe ter comentado sobre sair de casa, nem sabiam dizer o horário exato em que ela teria deixado o local.
Ao sair, Angélica levou apenas o celular e a roupa do corpo, deixando para trás seus documentos pessoais e outros objetos importantes.
Família e amigos contam que ela tinha uma vida normal e tranquila: trabalhava, se dava bem com todo mundo, ia à academia com o filho mais velho e ainda ajudava a cuidar dos ex-sogros. Segundo eles, Angélica não tinha inimigos, namorado recente ou qualquer motivo para sumir do nada sem dar notícias.

