Mais de 22 mil consumidores regularizam dívidas em Cianorte
Cianorte registrou, em 2025, a inclusão de 8.804 consumidores em cadastros de inadimplência e a retirada de 22.290 nomes, segundo levantamento divulgado pela Associação Comercial e Empresarial de Cianorte (Acic).
O resultado mais recente se soma ao histórico de redução no número de inadimplentes no município. Em 2023, o total de consumidores com restrição ao crédito caiu 32% na comparação com 2022. Naquele ano, o saldo foi de aproximadamente 4.683 registros, contra 6.211 no período anterior.
Ainda conforme a Acic, 4.488 consumidores deixaram o cadastro de inadimplência em 2023, número ligeiramente superior às 4.299 exclusões registradas em 2022. Os dados apontam uma tendência de regularização de dívidas, apesar da oscilação no volume de novos registros.
No cenário estadual, empresários iniciam 2026 com expectativas mais moderadas. Pesquisa da Fecomércio PR, em parceria com o Sebrae/PR, mostra que 28,7% projetam desempenho favorável no primeiro semestre. Outros 24,4% esperam estabilidade, enquanto 19,7% avaliam o período de forma negativa. Há ainda 27,2% sem opinião definida.
O nível de otimismo é inferior ao registrado no semestre anterior e também ao do início de 2025. O levantamento indica um ambiente de maior incerteza, influenciado por fatores como a transição tributária, juros elevados e o período eleitoral.
Entre os setores, o segmento de serviços apresenta maior confiança, com 34,3% de avaliações positivas. No turismo, o índice é de 25%, enquanto no comércio chega a 24,6%.
Segundo o presidente em exercício da Fecomércio PR, Ari Faria Bittencourt, o momento exige cautela. “O empresário paranaense é naturalmente cuidadoso e já enfrentou muitos ciclos desafiadores ao longo da história do varejo. Esse cenário de cautela é compreensível, mas é importante destacar que o setor segue ativo, mantendo empregos e buscando se adaptar”, afirmou.
A análise por porte mostra que empresas de pequeno porte concentram maior otimismo, com 31,5% de avaliações positivas. Em seguida aparecem médias e grandes empresas, com 30,4%. Entre microempresas individuais, o índice é de 29,3%. Já entre microempreendedores individuais, as projeções negativas superam as positivas.
Entre as principais dificuldades apontadas pelos empresários está a carga tributária, citada por 43,2% dos entrevistados. Em seguida aparecem a instabilidade política, mencionada por 39%, e a falta de mão de obra qualificada, com 35,1%. Também foram citadas a instabilidade econômica e a redução do poder de compra dos consumidores.

