Cianorte: a cada dez veículos em acidentes, dois são motocicletas

Cianorte registrou queda de 16,7% no número de mortes no trânsito em 2025, apesar do aumento no total de acidentes. O número de óbitos caiu de 12, em 2024, para 10 no ano passado. Os dados mostram ainda que, mesmo com maior circulação de veículos, o impacto letal dos sinistros foi menor, embora os motociclistas sigam como o grupo mais vulnerável.

Em 2025, o município contabilizou 700 sinistros de trânsito, alta de 5,3% em relação a 2024, quando foram registrados 665 casos. Do total do último ano, 376 ocorrências (53,7%) não tiveram feridos, enquanto 324 (46,3%) resultaram em pessoas atendidas.

As avenidas continuam concentrando os maiores índices de colisões. A Avenida América lidera, com 51 registros, seguida pela Avenida Amazonas (41) e pela Avenida Souza Naves (28). O cenário reforça a relação entre vias de grande fluxo, velocidade e maior risco de sinistros.

No recorte por tipo de veículo, os automóveis seguem predominando, com 715 envolvimentos em 2025. Na sequência aparecem as motocicletas (230) e as motonetas (116). Caminhões (89), caminhonetes (58) e ônibus (22) completam a lista. O volume de veículos de duas rodas chama atenção pelo grau de exposição e pela gravidade das consequências em caso de acidente.

Ao longo do ano, 928 condutores se envolveram em ocorrências de trânsito. Entre as vítimas fatais, os motociclistas representam a maioria: seis das dez mortes registradas em 2025. Houve ainda três passageiros mortos e um condutor, o que reforça o risco associado aos veículos de duas rodas.

Em 2024, além do número maior de mortes, o perfil das vítimas fatais era diferente. Naquele ano, sete condutores perderam a vida, além de três motociclistas, um ciclista e um passageiro. O total de condutores envolvidos em acidentes também foi menor, com 854 registros.

Na comparação entre os dois anos, os dados indicam redução da letalidade, mesmo com mais acidentes e maior circulação de veículos. Por outro lado, o crescimento absoluto do envolvimento de motocicletas e motonetas mantém o alerta aceso para esse grupo, que continua respondendo pela maior parte das mortes no trânsito.