Guto Silva deixará cargo no governo do Paraná
O secretário estadual das Cidades do Paraná, Guto Silva, deixará o cargo no próximo dia 4 de abril, em decisão alinhada ao governador Ratinho Junior, abrindo uma nova etapa política dentro do grupo governista. A saída ocorre em meio às articulações para o cenário eleitoral de 2026 e marca o encerramento de um ciclo administrativo iniciado ainda no primeiro mandato do atual governo.
Aliado do governador, Guto Silva participou diretamente da construção política e administrativa que levou o Paraná a alcançar índices de aprovação popular. A gestão estadual consolidou uma marca baseada em diálogo institucional, equilíbrio fiscal e agenda de investimentos públicos.
Nos bastidores do governo, a avaliação é de que governar significou, nos últimos anos, reduzir burocracias e facilitar a vida da população. A lógica adotada foi transformar o Estado em agente de solução, presente nas cidades e próximo do cidadão, do produtor rural, do empresário e da juventude. Guto Silva atuou na condução desse processo ao lado de Ratinho Junior.
Programas estruturantes passaram a simbolizar esse modelo de gestão, como o Asfalto Novo, Vida Nova e o Ilumina Paraná, voltados à pavimentação urbana e modernização da iluminação pública em municípios do Estado.
A trajetória de Guto Silva dentro do governo inclui funções estratégicas. Como chefe da Casa Civil, participou da condução de reformas administrativas e fiscais. À frente da Secretaria do Planejamento, atuou na estruturação de projetos de longo prazo e no fortalecimento da cultura de planejamento.
Já na Secretaria das Cidades, coordenou programas voltados à transformação urbana e ao fortalecimento das administrações municipais, ampliando obras de infraestrutura e políticas públicas.
A relação política entre Guto Silva e Ratinho Junior remonta ao período anterior à eleição estadual, quando o atual governador estruturava sua base política.
A saída do cargo é interpretada como parte do ciclo administrativo e político do governo, que entra em fase de reorganização interna. O movimento também reforça o debate sobre a sucessão estadual e a necessidade de manter a unidade da base governista.
A expectativa é que o governador conduza a articulação política buscando preservar o ambiente de convergência construído ao longo dos mandatos, reunindo lideranças em torno de um projeto de continuidade no Estado.

