PCPR deflagra Operação Rota 323 e prende dois suspeitos de tráfico
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, na manhã desta sexta-feira (13), dois suspeitos de envolvimento com o transporte de drogas no noroeste do Estado. A ação ocorreu durante a Operação Rota 323 e cumpriu quatro ordens judiciais, sendo duas de busca e apreensão e duas de prisão temporária. Os alvos são um homem de 19 anos, morador de Toledo, e uma mulher de 28 anos, residente em Cascavel.
As ordens foram executadas por policiais civis das delegacias de Cianorte, Cascavel e Toledo. A investigação teve início após a apreensão de um veículo carregado com cerca de 231 quilos de maconha na rodovia PR-323, em 20 de janeiro deste ano.
Na ocasião, equipes da Polícia Rodoviária Estadual interceptaram um Fiat Argo que transportava a droga. Parte dos ocupantes conseguiu fugir. O veículo foi recolhido e a carga apreendida.
A partir das diligências conduzidas pela Polícia Civil de Cianorte, os investigadores identificaram um dos suspeitos como possível ocupante do carro no dia da apreensão. Segundo a apuração, ele teria abandonado o local e se evadido após a abordagem policial.
A mulher presa nesta sexta-feira é apontada como a locatária do automóvel utilizado no transporte da droga. Para a polícia, o aluguel do veículo teria servido para facilitar o deslocamento da carga ilícita.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam os telefones celulares dos investigados. O material será analisado para verificar eventuais contatos e ligações com outros envolvidos no crime.
Após as capturas, os dois suspeitos foram encaminhados ao sistema penitenciário das cidades onde ocorreram as prisões. Eles permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que a investigação prossegue. O objetivo agora é identificar outros participantes do esquema, sobretudo os responsáveis pela origem e pelo destino da droga.
O nome da Operação Rota 323 faz referência à rodovia PR-323. A via é um dos principais eixos de circulação de pessoas e mercadorias no noroeste do Paraná e, segundo a polícia, costuma ser utilizada por grupos criminosos para o transporte de drogas e outros produtos ilícitos vindos da região de fronteira com o Paraguai.

