Investigação mira PMs por descaminho e contrabando na região
O Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã de quarta-feira, 25, a Operação Aliança para investigar possíveis crimes cometidos por policiais militares. A ação ocorreu de forma integrada com a Polícia Federal, a Corregedoria da Polícia Militar e o 25º Batalhão da PM.
Ao todo, foram cumpridos 25 mandados judiciais nas cidades de Umuarama, Iporã e Icaraíma. As ordens incluem cinco prisões preventivas, 12 mandados de busca e apreensão, cinco buscas pessoais e três afastamentos de função. As medidas foram autorizadas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.
De acordo com as investigações, os policiais militares suspeitos integrariam uma organização criminosa. O grupo atuaria em práticas de contrabando e descaminho em larga escala, principalmente na entrada irregular de smartphones e cigarros eletrônicos no país.
Segundo o Gaeco, os investigados dariam suporte logístico ao transporte das mercadorias ilegais. Em alguns casos, também participariam diretamente das ações criminosas.
Durante a operação, equipes cumpriram mandados em armários e alojamentos dos investigados na 4ª Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira, no 25º Batalhão da Polícia Militar de Umuarama e no destacamento da PM em Icaraíma.
As buscas também ocorreram em outros locais ligados aos suspeitos. Entre eles, um restaurante pertencente a um dos investigados e uma sala na Secretaria de Trânsito de Umuarama, onde um policial militar da reserva ocupa cargo comissionado.
Durante o cumprimento das ordens, uma pessoa foi presa em flagrante por obstrução de justiça. As equipes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e anotações que serão analisados no decorrer das investigações.
Também foram recolhidos fardamentos, armas oficiais e particulares, além de equipamentos operacionais vinculados aos policiais investigados. O material será periciado para auxiliar no andamento do inquérito.
A operação segue em andamento e novas medidas não estão descartadas, conforme o avanço das apurações.

