Saúde

Vigilância já recebeu 13 escorpiões capturados durante janeiro em Cianorte

Animais têm sido encontrados em praticamente todos os bairros; população deve se manter em alerta
["Unidades de sa\u00fade recebem os animais e realizam um cadastro."] (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

Mesmo com a estabilidade dos casos de acidentes com escorpiões, a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Cianorte está recebendo animais capturados em casas e estabelecimentos comerciais com frequência. Entre os dias 7 e 31 de janeiro, 13 escorpiões foram levados ao setor. De janeiro a novembro de 2018, foram 86 capturas.

De acordo com o supervisor, Marcos Antonio dos Santos, a maioria das amostras é de escorpiões-amarelos. “O pessoal encontra o animal em casa, mata e traz para nós. Aqui, fazemos um cadastro para apontar a região onde foi encontrado e saber como está a situação no município. Eles são achados em praticamente todos os bairros, mas a maior incidência tem sido na Zona 3 e na Zona 4”, explicou.

Os escorpiões são encaminhados à 13ª Regional de Saúde de Cianorte, que concentra o cadastro de toda a região. No ano passado, o órgão registrou 96 acidentes com os animais peçonhentos nos 11 municípios, sendo a maioria em Jussara (73) e Cianorte (11). Em 2017, foram 95 acidentes, que resultaram em duas mortes de crianças, uma em Jussara e outra em Cianorte. Os dados foram repassados pela Secretaria de Estado da Saúde, mas a pasta não informou a quantidade de animais capturados na região.

Uma reportagem publicada ontem (31) pelo jornal Folha de São Paulo aponta que os ataques de escorpiões aumentaram 80% no Brasil nos últimos cinco anos. O número de envenenamentos saltou de 78 mil para 141 mil. No ano de 2017, foram contabilizadas 143 mortes causadas por esses animais. Os dados são do Instituto Butantan.

CUIDADOS

Para manter os moradores em alerta, os agentes de endemias que vistoriam as residências à procura de focos do mosquito da dengue também têm orientado em relação aos escorpiões. O ideal é manter quintais limpos e eliminar possíveis alojamentos, como lixo e entulho, pois esses animais dão preferência a ambientes úmidos e escuros e se alimentam de baratas e pequenos insetos.

Quem encontrar um escorpião em casa pode captura-lo de forma segura e leva-lo à unidade de saúde mais próxima para auxiliar no mapeamento das regiões de maior incidência. Em casos de acidente, a orientação é lavar o local com água e sabão o mais rápido possível e procurar uma Unidade Básica de Saúde. É interessante que a pessoa identifique o animal que a picou e, se possível, também o leve aos profissionais de saúde, para que reconheçam qual tipo de soro deve ser aplicado, se o caso for grave. A preocupação maior é com crianças e idosos, que são mais suscetíveis ao veneno. (Com informações Folha de S.Paulo)