Economia

Venda de peixes supera expectativas

Procura pelo pescado aumenta 30% em relação a outros meses do ano
A quaresma geralmente é o melhor período de vendas para peixarias (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

A quaresma, período de 40 dias que antecede a páscoa, costuma aquecer o comércio de peixes em todo o país. Isso porque muitos católicos trocam a carne vermelha pela branca, principalmente na semana que antecede o feriado e na sexta-feira santa. Em Cianorte, as vendas têm superado as expectativas em relação ao ano passado nos supermercados. Já nas peixarias o movimento ainda é considerado fraco.

De acordo com Miguel Pereira, gerente de uma peixaria na cidade, o preço diminuiu em relação a 2017, mas os consumidores estão reclamando da crise e deixando de comprar. “Aqui as vendas aumentaram 40% em relação a outros meses do ano, mas caíram pela metade na comparação com o mesmo período do ano passado. Nossa esperança é que até o final da quaresma melhorem.”

Já o gerente de vendas de um supermercado, Valdiney Bertanha, está comemorando o faturamento. “Em relação à Quaresma passada, as vendas cresceram até 20% e muita gente já está procurando até os peixes mais nobres, como o bacalhau”, afirmou.

AMARGO CHOCOLATE

Em contrapartida, as vendas de ovos de chocolate ainda estão lentas e o preço tem assustado os consumidores. Os ovos menores estão custando de R$ 30 a R$ 40 e algumas opções passam de R$ 90. Segundo Wesley Rodrigues, gerente de supermercado, os fornecedores sentiram muito a retração, principalmente porque sobrou muita mercadoria do ano passado. “Acredito que este ano os consumidores vão partir para outras alternativas, como bombons e barras”, disse.

Um levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) demonstra que as vendas devem ficar no mesmo patamar do ano passado para 50% dos supermercadistas. De acordo com o estudo, 32,9% dos empresários estão otimistas em relação à data e projetam vendas superiores às estimadas em 2017 (no ano passado apenas 12,1% tinham essa percepção). No entanto, para 17,1% dos supermercadistas os resultados de 2018 serão inferiores aos apresentados no ano anterior.