Trânsito

Uso irregular de calçadas piora ainda mais o trânsito da cidade

BARREIRA – É comum motorista estacionar o carro na calçada, impedindo a passagem do pedestre

 

Ontem (18) foi dada largada para mais uma Semana Nacional do Trânsito. Entre os problemas detectados no perímetro urbano, que aumentam o índice de acidentes com pedestres, estão o  uso inadequado das calçadas. Em Cianorte, o problema tem sido abordado com frequência pela Tribuna de Cianorte. Além do pedestre acostumado a andar no meio da rua, aquele que deseja usar as calçadas corretamente, muitas vezes é impedido.  

No mês de julho a reportagem da Tribuna encontrou Thiago Endi Hayashi, 20 anos, que conta com pouco mais 5% da visão.  Ele falou sobre suas dificuldades de transitar pelas vias públicas. Thiago  estava na região central de Cianorte  e saia da calçada da lateral da sede da Associação Regional de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Arearc), na Avenida Brasil, e ia em direção à rua. O passeio à frente, na lateral do Fórum, sem a faixa para pedestre, não permitia que andasse com segurança. Hoje a situação mudou, e para melhor. Toda a extensão foi contemplada com calçada ecológica e adequada com pisos táteis, formados por feixes salientes retangulares em paralelo, que norteiam as pessoas com deficiência visual ou  cegas.

Porém, os avanços param por aí. Um exemplo é o que pode ser constatado todos os dias em locais que deveriam ser modelos. Como na calçada em frente ao “Postão” de saúde, na Travessa Itororó, como destacada na citada matéria, e na Avenida Rio Branco, na calçada da Secretaria Municipal de Obras. Larga, a calçada é aproveitada para acomodar inúmeros carros do funcionalismo público.  “Eu acho um absurdo. Venho caminhando para a academia e todo dia nesse trecho eu tenho que ocupar o asfalto”, contou uma moradora.  

 

Vagas nos canteiros

Além de estacionar os carros nas calçadas, ocupar os canteiros centrais das avenidas é outra prática constante em Cianorte. O vereador Paulo Renato Coutinho (PSDB) defende a ideia de utilizar, de modo legal e correto, tais áreas como estacionamento.

De acordo com ele, um dos motivos alegados pelo Conselho de Zoneamento e Ocupação do Solo para barrar tal proposta seria com relação ao problema da impermeabilização do solo, que impede a drenagem das águas das chuvas. “Pesquisei a fundo para buscar uma solução para essa questão e conheci o material chamado paver drenante”, explica o vereador.

O vereador explica que o paver se comporta como uma esponja e permite que a água escoe  velozmente para o lenço freático. “Além do mais, o material tem rigidez suficiente para suportar o peso de veículos e há fábricas em Maringá que poderiam atender a cidade, participando de futuras licitações”.