Saúde

UPA e hospitais passam a disponibilizar testes rápidos de dengue

Com risco médio de infestação do mosquito transmissor da doença, Saúde quer agilizar diagnóstico
O teste rápido detecta o vírus com apenas uma gota de sangue (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

O quarto Levantamento do Índice Rápido Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, aponta risco médio de infestação do mosquito em Cianorte. A pesquisa foi realizada pelos agentes de endemias entre os dias 5 e 7 de novembro em 1.541 imóveis, onde foram encontrados 17 focos, o que resulta em um índice de 1,1%, um pouco acima do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1%.

Com a chegada do verão e o grande volume de chuvas do último mês, a pasta decidiu expandir a disponibilidade dos testes rápidos para os dois hospitais e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Até agora, o teste era ofertado apenas no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) mediante encaminhamento médico.

“Com os testes nos hospitais e na UPA as equipes médicas poderão fazer o diagnóstico de casos suspeitos em poucos minutos. Caso o resultado seja positivo, o paciente já faz o exame de sangue e inicia o tratamento”, explica a chefe da Divisão de Prevenção em Saúde, Heloísa Dantas. Segundo ela, o município é um dos primeiros do estado a disponibilizar o teste, que detecta o vírus da dengue na hora.

Nesta semana, farmacêuticos e bioquímicos da UPA e dos hospitais São Paulo e Santa Casa participaram de uma capacitação e já estão aptos a aplicar os testes, que funcionam de forma semelhante aos testes rápidos que detectam doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).

PROLIFERAÇÃO DO MOSQUITO

Apesar do resultado geral do LIRAa não ser considerado preocupante, algumas regiões da Zona 3 e da Zona 8 chegaram a registrar índice de infestação superior a 4%. Os principais tipos de depósitos do mosquito, de acordo com o relatório, foram lixo (35,3%) e pratinhos de plantas (23,5%). Os demais focos foram encontrados em objetos de armazenamento de água, como baldes e caixas d’água (17,6%); depósitos fixos, como ralos, tanques e caixas de gordura (17,6%) e depósitos naturais, como árvores (5,9%).

Segundo a supervisora de Vigilância Ambiental e do Programa de Combate às Endemias, Vera Fusisawa, a junção de chuva e calor é propícia para a proliferação do mosquito, por isso o verão costuma ser o período mais crítico. “Para evitarmos que o vírus da dengue e das outras doenças circule por aqui é essencial que todos os moradores colaborem eliminando os criadouros do mosquito transmissor. O índice do LIRAa dobrou em relação ao último, que foi de 0,5%, o que significa que o número de focos aumentou”, afirma.

Além do trabalho diário, os agentes de endemias fizeram uma força-tarefa no cemitério, depois do feriado de Finados, e se preparam para a Semana Nacional de Mobilização, que será entre os dias 26 e 30 de novembro. Neste período, setores da Educação, Assistência Social e Saúde farão ações de conscientização e combate do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya, do zika vírus e da febre amarela. O Dia D de combate ao mosquito será em 30 de novembro em todo o país.