Cidades

Trabalhadores dos Correios mantêm atividades mesmo com greve nacional

Em Cianorte, as agências funcionaram normalmente na segunda-feira (Foto: MÔNICA CHAGAS / TRIBUNA)

Funcionários dos Correios de todo o país paralisaram as atividades ontem (12) em razão de mudanças no plano de saúde dos trabalhadores que previa a retirada de pais, filhos e cônjuges da dependência. Durante a tarde, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu manter os dependentes, mas autorizou a cobrança de mensalidade dos funcionários. Mesmo assim, as agências dos Correios de Cianorte e também das cidades da região aguardaram a decisão do órgão em estado de greve, mas não paralisaram os trabalhos, segundo a diretora executiva do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Maria Izabel Peliçon.

De acordo com ela, a greve pode até ser encerrada às 11 horas com a realização de assembleias em todo o país, mas os trabalhadores também reivindicam a falta de funcionários e de segurança e alterações nos planos de cargos e salários.

A assessoria de imprensa dos Correios informou que os dados sobre adesão ainda estão sendo apurados e emitiu uma nota oficial: “A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para esta segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”.

DECISÃO

Com as alterações, o TST definiu que o valor da mensalidade do plano de saúde dependerá da renda do trabalhador. As regras de coparticipação - parte do valor de consultas e procedimentos que o funcionário divide com a empresa - também tiveram mudanças.

Todas as novas regras passam a valer da publicação até 31 de julho de 2019. Em agosto de 2019, servidores dos Correios e a direção da estatal podem tentar um novo acordo sobre o plano de saúde. Caso o acordo não seja fechado, poderá haver novo julgamento no TST. (Com informações G1 Paraná)